domingo, 26 de julho de 2020

...manter a chama acesa...

Manter a chama acesa constitui para mim uma vontade anual algo acima do normal.
Porquê?!
Fé?Obstinação e muita muita vontade; Simplesmente isso.
Desde 2010, e à semelhança dos que a seguir, desafiei, um grupo de "arrastões" e algumas "lebres" para irmos rezar uma Avé Maria lá longe bem perto DELA.
Antes já o tinha feito sózinho, mas com menos primaveras.
Ano após ano a coisa compôs-se, e um verdadeiro sentimento de prazer, camaradagem, união e nem sei mais o quê, fomos;
2020, chegava.
Carrega na foto:
A consideração, e admiração por um companheiro levou a que tudo fosse atrasado para dia 25 de julho.
Saímos em cima dela, eram 5 da manhã em ponto da cidade de Castelo Branco.
Na ordem de operações, tudo estava ao pormenor( não fossemos todos militares).
União, fortes, começarmos e tentarmos chegar bem junto DELA e todos direitinhos.
2020, a partir de Proença a Nova local de primeira paragem, todo o caminho para nós era novo até erreira do Zêzere. Bem haja Farinha pelos olhos, bom circuito, sombrio mas, a estrada sempre subir; coisa que eu "gosto", foi o que foi...
A rolarmos bem, abastecimentos quando nos apetecesse(graças ao fantástico apoio do Antunes), seguimos o destino.
Na ascensão a Ferreira do Zêzere uma dor incómoda apareceu, manifestando algo de preocupação;
A rolar, sem problemas, a subir...uuuuiiii...
Chateado, aborrecido, zangado, e enervado arranquei a seguir a Tomar pela serra a cima; e já ia "mal" pior fiquei com a bofetada de vento nas trombas que levamos; A descer, a bicicleta nem andava; Castigo pensei; Segredei ao meu amigo Marques, nos treinos que fizemos.
Só quero é muito vento, chuva e calor... Brincadeira claro..
Um final horrível para mim...Castigo diría...
Com os meus companheiros de sobre-aviso, fui e fomos cada um ao seu ritmo sem nunca nos largarmos apesar do andamento. P...que pariu  o vento de frente que nos surgiu...
A dor intensificava-se a subir...
Mas de onde vem esta dor com tanto treino!!!???
Fátima chegava aos 163 kms.
Mais um ano, mais uma tirada,mais um companhia, mais uma simples Avé Maria.
Simples mas ENORME para mim.
Cheguei LÁ com esforço e dor, mas só a companhia destes GRANDES companheiros o permitiram.
2020 tudo foi diferente, restando o companheirismo, a amizade e a arrastonice que nos une.
Diferente???
Diferente sim.
Na ordem de operações constava o costume; Mas devido e em consequência dos tempos, houve necessidade de várias adaptações aos tempos actuais.
Comer, logística e banhos ao mais alto nível.
As imagens falam por si.
Não termino este post, sem agradecer aos "arrastões e companheiros" do costume, mas penso todos estarmos de acordo;
Antunes, sem ti poderíamos e conseguíamos Lá ir, mas.......
Para ti em especial grato, força e beijinhos à tua família.
A todos, um bem haja.
2021 vamos pela Covilhã...
Aquele de sempre, sem travões a subir,,,,claro...
Pinto Infante

segunda-feira, 15 de junho de 2020

...um azedume em Martim Branco...

Decorria o ano 2008, quando pela primeira vez ouvi falar de Martim Branco.
Num bonito passeio btt organizado por malta do Barbaído(penso sob a batuta do Carlos Dias e C.&a).
Carrega no link abaixo
Viagem ao centro do mundo
É um cantinho muito bonito, devoto ao abandono, pois desde a última vez que lá fui(2012) em mais uma edição da ROTA DOS LAGARTOS, as coisas mudaram muito, para o pior.

Durante a semana, e com companhia do Luís e do Samuel prevista para este domingo, lancei-lhes o desafio de lá ir.
Logo aceitaram.
Bom dia, excelentes temperaturas, boas companhias e trilho para dentro do GPS, pois a memória dos trilhos, como há muito não pedalava por aquelas bandas, podem esquecer. Outro dos motivos do GPS, prendia-se com arranjar alternativas aos trilhos, pois podiam também não estar cicláveis.
Feito.
Saímos da Lardosa pelas 8 da manhã, após o sempre agradável café matinal. Santa Águeda/Marateca e Tinalhas.
Um percurso digno de GPS, em virtude dos consequentes enganos, pois introduzi com o Pires algumas alternativas até Vale Sando e vale Barrocas.
Que maravilha; A burra a portar-se ao nível e se mais pernas houvesse...
Tudo, ou quase tudo está na mesma, com excepção do visível abandono dos terrenos agrícolas.
Chegávamos ao ícone de Rota dos Lagartos, e também deste lugarejo; A ponte de xisto a caracterizar. Monte do Frederico, lugar único de trato agrícola.
Entramos então em Martim Branco, com vontade de bater umas belas chapas, mas de repente o Luís ficou parado a escutar um trágico telefonema da sua Esposa.
Com esta informação de falecimento de familiar, obviamente e naturalmente tivemos que efectuar o trajecto e regresso o mais rápido possível.
Carrega na foto:
De Martim Branco até à Lardosa, elaborei o regresso maioritariamente por estrada, permitindo a chegada do Luís o mais rápido possível a casa, junto dos seus.
Houve oportunidade para nos cruzarmos com muita malta de Alcains e Castelo Branco perto da Santa Águeda, que folgo em ver o mato repleto de malta que gosta destas coisas, tal como eu.
Sentimento azedo desta volta domingueira, onde endereço sentimentos à família amigo Luís.
Aquele, o de sempre....sem travões....a subir claro.
Pinto Infante

quinta-feira, 28 de maio de 2020

...a anual da serra da Estrela...

Era tão só,,,,28 de maio...
Lembram-se!!!???
De há uns anos até esta parte, "aprendi" coisas engraçadas em torno da bicicleta.
Voltas, voltinhas, e desafios anuais, que não sei porquê vou tentando dar continuidade.
Castelo BrancoVS Fátima;
Subida ao ponto mais alto de Portugal, a imponente serra da Estrela, entre outros.
Esta 5ª feira desportiva, tudo preparado para ir lá;
Temperatura-excelente;
Capacidade-forte;
Mente-forte;
Ritmo- até às 14 com banho tomado;
Bike-excelente;
Tudo pronto para ao meu andamento lá chegar.
Desta vez, pequei ao deixar a carrinha no "Santos Pinto", mas, cá ficou o gôto.
Carrega no foto:
Cedo me levantei, e pelas 06H45 estava em cima dela; Muito bom o leve andamento, e como sempre desfrutando de tudo o que o maciço central nos oferece.
Ao chegar ao túnel, o único senão. Só mesmo com a simpatia dos encarregados me deixaram passar e regressar(mas informo que ninguém passa); Uma confissão ao simpático encarregado de obstinação anual, e com calma passei e regressei(bem haja).
Cheguei ao alto da torre e apesar do frio, registei o sempre memorável momento fotográfico(mais uma), e hora de regresso com as mãos no travão, pois o vento sentia-se bem e abanava a bike.
Prontessss, mais uma, e neste dia fiquei com a sensação de volta sem sal, pois até final de junho, à nova subida, com regresso por Unhais da Serra.(Vamos ver)
Sem travões...o de sempre....
Pinto Infante

quinta-feira, 23 de abril de 2020

...ainda sou do tempo que se podia dar um abraço...

Coisa horrível, dizer isto...
Ainda sou do tempo em que se dava um abraço sentido às pessoas..
Uma 5ª feira esquisita, mais uma, embora desportiva, isto está tudo muito ao contrário.
Com rotações profissionais, ainda que as 5ª feiras sejam para pedalar quando possível, sente-se que as pessoas andam tristes, diferentes e até com medo da própria sombra...
Decidi abrir as portas aos horizontes da ponte de ferro, com ligação à capelinha de São Lourenço no Palvarinho, uma capelinha muito bonita(pena não ter a sua caracterização num azulejo ou mosaico), pois há muito tempo mesmo não descia ou subia por ali.
Desde a Lardosa até às Tinalhas, ultimamente tem sido lugarejos muito visitados.
Nesta 5ª feira, mais uma vez de mochila às costas fui lá. Uns trilhos que permite subir, rolar e descer o que mais gosto.
Um clima excelente pelas 9 da manhã, ao longo, mas pelas 11 horas apesar das subidas o ar sentia-se mais frio. As vistas enriquecidas pelos trilhos, reforçaram-se ao chegar à tal ponte de ferro;
Fantásticas imagens.
Subi, e mais subi, e vinha a Santa Apolónia.
Hoje, dia 23 de abril(ou Abril como antigamente), até era dia de São Jorge, o grande cavaleiro.
Mas foi nesta hermida, lugar que abraça a casa dos Joões, onde tanta aliança se cruzou por ali, não sendo eu excepção que registei o momento, lembrando-me de dar o nome a este post:
...ainda sou do tempo...
Foi aqui que amei, foi apesar de ser Joaquim, vir casar na casa dos Joões de seu nome.
Belo barracão que regista grandes memórias. Recordei simplesmente aquela dia com a minha cara metade que me acompanha ao longo da vida, e neste espaço grandes amigos que mantenho.
 Carrega na foto:
Bela recordação;
Bela casa;
Belo barracão;
Belas memórias;
Belo espaço;
Se ese espaço falasse...
Dia 23 de abril de 2020, como é possível estar com um discurso destes:
...ainda sou do tempo em que se dava um abraço às pessoas...
Onde é que estamos????
Onde vamos parar???
Só tu HOMEM, estás a pagar por aquilo que fizes-te à Natureza...
...ainda sou do tempo...
Pinto Infante

quarta-feira, 15 de abril de 2020

...da pandemia à terapia...

Com a pandemia atrás de nós sem sequer a vermos, a maldita não arranja maneira de ir embora sei lá para onde.
Sendo assim, a cumprir isolamento(com excepção da bike), fui por aí fazendo a minha terapia favorita.
O canhão de guerra está a portar-se à altura, não havendo é "patas" para a menina.
A 29, o que quer é andar, sobretudo em rectas e descidas. É espectacular.
Nesta 2ª feira de Páscoa, tinha caso o tempo o permitisse, a ideia de aproximar-me dos 80 kms.
Carrega na foto:
Da Lardosa saí com intenções e objectivos bem definidos.
Belgais.
Sabia de antemão, que atingindo esta quilómetragem, ia levar uma malha à antiga. Mas o farto-te de estar em casa, e esta pandemia, tem feito que tenha ainda mais vontade de pedalar ou ir por aí em contacto com a Natureza.
Alcains; Alterei as coordenadas de gps para rezar diante da Santinha, a de Santa Apolónia, mais uma Avé Maria e Pai Nosso.
Castelo Branco, lance grande, e depois de uma sandocha XL do meu tamanho(quase) foi sentir o canhão test drive a invadir os trilhos até Belgais(Maria João Pires). 
Brutal; Magnífico comportamento.
Ainda assim, não foi a todo o gás, pois uma queda nesta altura!!!...
O sol nesta baixa aquecia, e mais ainda quando iniciei a subida de 4 kms até ao alto da Mata.
Belos kms, bela manhã e percurso escolhido à medida para chegar a casa pela uma da tarde.

Pelos Escalos de Baixo a dentro entrei para reforçar os músculos novamente junto do bonito chafariz.
Escalos de Cima,  e pelos ribeiros e barrocas é agora possível ver as quantidades de água que têm caído dos céus que os enchem de cor e baleza que caracteriza esta altura do ano, embora de forma triste em consequência da pandemia.
À Lardosa, capital das pasteleiras cheguei com o objectivo deste dia quase cumprido, não fosse a areia no sapato dos 80 kms; Quedei-me pelos 74 kms..
O resto, bem o resto foi top, visto estar contente e vergado à montada.
Cheguei ao aconchego do lar junto dos meus, direitinho e com alegria dos ver a todos direitinhos.
Forte abraço a todos/as, pois bem precisamos.
Pinto Infante, sem travões e de que maneira....a subir claro...
...haja "patas"...

sábado, 4 de abril de 2020

...Avé Maria...

Muita gente à semelhança de mim, não se lembra de uma coisa assim.
Sem uma única bala, consegue-se atormentar e matar milhões de pessoas.
Guerra, para quê???
Gasta-se tanto dinheiro em medicamentos "inuteis" em vez de se gastar na cura do diabo.
Com a aproximação da semana Santa, com tempo para dar umas voltas por aí, decidi nesta 6ª feira ir rezar uma Avé Maria nas capelinhas, que tanta e tanta história e memórias carregam na minha vida.
Saí da Lardosa, e a 1ª Capelinha fez-me vergar ao pensamento e memórias rezando pelas almas de quem cá já não está.
Rainha Santa Isabel.
Um espaço de cara lavada, mas as histórias, essas cá ficam para mim, para os meus, e para as gentes das Tinalhas.
Naquele espaço, pelo 1ª vez ouvi falar de solteirosvscasados, além de memoráveis festas em honra da Santa se realizavam nesta Ermida, recordei os tempos longínquos com familiares e tamanha alegria.
Ainda nas Tinalhas visitei a capelinha de São Pedro, onde aclamei também por melhores dias.
Desci em direcção à terra dos avós maternos. Aqui o chão estremeceu com tantas e diverseficadas memórias.
Óh Deus...
Se estes espaços falassem!!!
N/Senhora da Encarnação; Um espaço lindíssimo, devoto ao abandono, uma capelinha à espera das minhas Avés Marias.
Assim o fiz.
Carrega na foto:
Uma volta quase a chegar ao fim, sendo o regresso pela N/Senhora da Santa Águeda.
Não neste espaço onde se encontra hoje, mas no verdadeiro local jaz um bonito azulejo relembrando o local onde tanta vez andei à pedrada na companhia de companheiros do meu tempo.
Uma volta devota à emoção, com a aproximação destas memoráveis datas deixaram-me comovido, mais ainda numa altura que precisamos tanto de acreditar.
Avé Maria.
Boa e Santa Páscoa a todos/as.
Pinto Infante

domingo, 29 de março de 2020

...rendido às evidências...

Olá a todos/as.
Cá estou no meu predilecto cantinho a botar por letra as minhas voltinhas e aventuras.
Decidi este título, em prol do que se anda a passar connosco, e por este planeta fora.
Sim, às evidências dos testes drives que tenho feito por aí;
Rendido à estupidez do ser humano;
Rendido ao que nós Homens conseguimos estragar a toda a Natureza que de quando em vez se chateia connosco, e através de furacões, sismos, ou até mesmo de "Elsas" ou "Alziras" se manifesta contra nós.
Desta vez, é uma coisa que não se vê, silenciosa, construída, mais uma vez pela "besta" que tanta esperteza tem para ir à Lua, e de repente se vê atrapalhado com esta dura realidade!!!
Rendi-me como Cristão não praticante, ir por aí mais uma vez,  passando pela N/Sr.ª de Santa Bárbara padroeira da Lousa, rezar uma Avé Maria e um Pai Nosso, e pedir tempos de paz e Saúde.
Como as saídas têm sido nenhumas, ou obrigadas pela arte, de quando em vez, sózinho como há muito, vou por aí...
As fotos deste post são de várias passagens, mas, além disso, tenho-me rendido a uns testes numa montada de rodas de pasteleira.
A roda 29.
Ora com dias amenos, ora com calor, ora com ventos frios, o tempo agora é coisa que não falta(assim haja vontade, pernas e respeito), tenho experimentado uma verdadeira máquina de guerra.
Percorrendo vários trilhos conhecidos da malta da Beira e em redor da Lardosa, através desta montada, tenho-me rendido às formidáveis diferenças em relação à velhinha 26.
Uma das minhas voltas a solo, foi ir a Castelo Novo, absorvendo as fantásticas chapas e vistas que a Gardunha nos seus diferentes cantinhos possui.
A mim, o monte e seus patamares, só me fazem lembrar a terra do "king kong"...
Patamares onde é possível vislumbrar um pouquinho de tudo, sendo o maior ícone, a barragem de Santa Águeda ao longe.
As vistas do lado Norte e Sul são quanto a mim mágicas, onde não me importava de andar por ali todo o dia.
Carrega em cima da foto, e vê álbum.
O test drive naturalmente envolveu subidas com fartura(adoro), vai tu, descidas e muitos single tracks a confirmar o que me diziam. Test aprovado.
Soalheira, Louriçal do Campo, Sobral, Alcains, Tinalhas, Póvoa de Rio de Moinhos, Escalos, os de Cima e os de Baixo, Castelo Branco, foram terras por onde andei nesta movimentação física e mental para reforçar a profissão e o ambiente familiar que tanto preservo.
Casa, trabalho e desporto a solo.
Rendido a uma máquina enorme, completamente diferente daquilo que tantos anos percorreu esses campos Nacionais...
Com todos os cuidados redobrados, pois o inimigo está sempre à espreita, qualquer acidente pode acontecer, tenho-me rendido a esta forma da vida que me rodeia, solicitando a ajuda divina ao nosso planeta, mas confesso que às vezes é complicado ver o ser humano fazer certas barbaridades onde tanta malta anda a dar o corpo às balas com o objectivo de ver melhores dias virem.
Termino com uma máxima:
Que mal fiz eu a DEUS para merecer isto???!!!
Acautelem-se, protejam-se, sigam as instruções das autoridades e SAÚDE a todos/as.
Aquele de sempre...sem travões...a subir claro...
Pinto Infante