terça-feira, 23 de janeiro de 2018

...simplesmente, à boleia...

O ano de 2018 surgiu naturalmente, e agora começam as preocupações dos trilhos, trabalhos de casa e tentar descobrir a beleza que a zona possui.
 
Com ideias delineadas em mente para as coordenadas da VII edição passeio BTT orientados por GPS que irá decorrer dia 20 de maio, na Lardosa, a necessidade de descoberta de trilhos novos e itinerários diferentes, constituem ao longo destes anos, um dos meus objectivos.
Para este ano, o ponto limite, vai ser numa terra onde as minhas rodas grossas nunca circularam.
Assim, o trabalho de casa é mais exigente, pois naquela zona não conhecia absolutamente trilho nenhum.
Para esta 2ª feira, como tinha o dia todo, e o tempo a meu favor, antecipadamente solicitei ao David Vila Boa, qual a possibilidade de me emprestar a KTM como test drive, permitindo desta forma com um canhão eléctrico picar todos os caminhos e buraquinhos como habitualmente costumo fazer, o que diga-se de passagem aborrece um pouco, o facto de andar para trás e para a frente.

A bicicleta é muito simpática, divertida, mas a essência da bicicleta, perde-se na totalidade, apesar de achar para este dia uma grande mais valia.
Quanto à roda 29, fiquei com a ideia que já tinha formada; Para a minha altura, não me seduziu.
Após compromissos familiares, pelas oito e pouco saí da Lardosa.
Com a lição bem estudada para poupar e gerir a bateria, sai pelo Vale da Torre, quando aqui proponho o inicio de 20 kms novos, novos estradões e singles que na companhia desta bicicleta consegui descobrir, e enriquecer o baú para GPS 2018.
Ao todo vão ser 7 freguesias que rodeiam a Lardosa.
Nesta 2ª feira fiquei contente, pois algumas das ribeiras, riachos e barrocas mais a Norte já manifestam alguma correnteza, ainda que a chuva tenha sido quase nenhuma.

A partir do quilómetro 20 começaram as novidades.
A Natureza e campos começam a "vomitar" um colorido característico desta altura, sendo que as cores começam aos poucos a da primavera.
Muito bonito.
 
Posso adiantar que as faldas e vistas do monte da Gardunha, vão ser uma presença continua para dia 20 de maio, ao longo de muitos kms.
Uma paisagem que neste dia, com o sol e temperatura que estava, ainda deu mais graça à coisa.

 Apercebi-me, que as terras por onde iremos passar à semelhança dos seis anos transactos, possuem também elas um património muito bonito de se ver e passear por elas.

Como devem compreender, não vou aqui dizer por agora o nome das  sete terras com excepção da Lardosa e Vale da Torre.
Além do granito, por onde iremos é notório que foram terras enriquecidas e fortes pela agricultura, em que os campos deixaram as marcas agora visíveis ao abandono.
Claro que um passeio com a minha assinatura, além do património local, tem que ter uns buraquinhos engraçados.
Orientem-se até 20 de maio.
Eis um postal que caracteriza a minha prosa.
pedalada após pedalada, as coordenadas tornaram-se cada vez mais agradáveis e alegres.
Ia aos poucos conquistando as vantagens da bela montada que me transportava nesta 2ª feira.
Perto do limite que estou a escolher para o tradicional abastecimento sólido, apareciam caminhos por todo o lado; Uns com ida e não volta; Outros graças à montada, decidi melhor não em virtude do gado bravo que por ali existe...
Vai para trás e para a frente, mas que grande máquina; Não havia subida que me assustasse...
Nunca gostei tanto de ver a serra da gardunha; Ou seja...
Ao longe..
Este é o postal que caracteriza a terra limite deste ano,  km 28. É já ali.
Marquem na agenda, porque caso apareçam, caso queiram, caso desfrutem tanto desta paisagem quanto eu, orientem-se até dia 20 de maio e participem neste diferente passeio.
Quanto ao maquinão que nesta 2ª feira me fez companhia:
Grande máquina;
Excelente experiência;
Uma performance, sentimento e essência da bicicleta diferente, mas alegre e divertida.
Uma ajudinha fora do normal, que para este efeito, foi a melhor ideia que tive.
Ao David, agradeço a colaboração e disponibilidade por este excelente e divertido test drive.
Com isto, o trilho ficou quase pronto, e o dia culminou com subida à gardunha, desta vez em modo acelerado.
Aquele, o de sempre...
Pinto, o Infante

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

...a mística da última do ano...

Desde que Deus me dê SAÚDE, esta nem que a faça sozinho.
O ano de 2017, foi mais uma vez recheado de voltas, voltinhas, caminhadas, pedestres e em torno da bicicleta as tradicionais voltas como as pasteleiras e o GPS.
Quase a chegarmos ao dia 31de dezembro, o percurso para a 11ª edição da última do ano estava pronto, com perfeita noção de que as coisas este ano seriam algo diferentes em virtude de bater mesmo com o dia de passagem do ano.
Mesmo assim, veio quem quis sair da cama, ainda que o São Pedro estivesse presente neste domingo.
Tinha lançado os dados para a mesa, e apareceram 22 companheiros.
Pelas 7 da manhã chovia, passou e aos poucos a malta aparecia com a mesma vontade que a minha.
Como não devemos nada a ninguém, nem que fossemos pedalar só até ao café para simplesmente bebermos alguma coisa para aquecer o coração e alma, em prol da amizade.
Às 08H50´ começou a escurecer e a companhia da chuvinha era agora notória.
Pinto, se formos é agora ou arrependemo-nos, alguém disse, e bem.
Tinha planeado uma volta num raio de 10 kms, em torno de algumas terras da Lardosa, pois permitia caso chovesse, darmos ao pedal e casa.
Saímos às 9, e a chuva começava a dar tréguas e assim permitindo desfrutar dos agradáveis trilhos sem água ou mesmo lama.
Aos 22 kms nas coordenadas, existia uma paragem num café da Soalheira, para ingerirmos qualquer coisa.
Surpresa.
Os meus companheiros e voluntários que me acompanham nestas andanças desde o início ligaram-me para alterar um pouco o trilho e efectuarmos uma paragem ao lado do simples mas muito bonito presépio que construíram no coreto daquela terra.
Carrega na foto:
https://photos.app.goo.gl/qEIUwaN0oRFmbgDr2
Uuuiii, já foste...
Umas garrafas de jeropiga, à boa maneira antiga(a lembrar os primeiros últimos), uns bolos reis, e a simpatia de quem me acompanha ao longo destes anos.
Antes e depois umas avarias características destas andanças, e vamos lá acabar o último.
Ao chegarmos aos subúrbios da Santa Águeda, eis a visita esperada toda a manhã do São Pedro. Viva a chuva.
Decidimos fazer a chegada por asfalto para não ensopar muito, e irmos beber um copito à chegada à Lardosa.
Como não incluía almoço, cada um foi aos seus destinos, com grande abraço e desejos de bom ano 2018, mas quanto a mim e aos "meus" voluntários tínhamos combinado fazer um almoço do último do ano.
Juntaram-se a nós o Fidalgo, o regressado Rui Leitão e o Paulo de Penamacor.
Posto isto, e terminar com esta almoçarada, em excelente companhia, a tarde foi de sofá, em modo de preparação da noitada que estava marcada.
Foi assim a última de 2017, pela 11ª vez, e desta maneira que termino este pequeno rescaldo agradecendo aos que comigo quiseram dar esta última bttada do ano na Lardosa.
Agradecimentos à Junta de Freguesia da Lardosa, pela cedência dos balneários.
Um grande abraço a todos/as os leitores deste meu cantinho, e já agora:
FELIZ ANO NOVO
Os eventos de para 2018 estão a ser tratados, sendo que o passeio BTT orientado por GPS será provavelmente a 20 de maio;
As pasteleiras e passeio pedestre lá para outubro e, com data certa da última do ano, vai ser a 30 de dezembro de 2018.
Aquele, o de sempre:
Pinto, o Infante

sábado, 16 de dezembro de 2017

...Mais um está a chegar...

É desta forma simples que desejo a todos/as leitores deste meu espaço, um feliz Natal.
Pinto Infante

terça-feira, 21 de novembro de 2017

...do céu ao Ingarnal...


Com estadia prolongada para descanso e desporto com fartura, tinha esta no gôto, pelo nome, paz, e plenitude que uma volta desta envergadura me mereceu na companhia da malta do Juncal, que há uns anos atrás me convidou para fazer parte do excelente pelotão que num domingo nos juntamos, passeamos e comemos.
Ingarnal.
Só o nome assusta;
Se naquele ano não sabia o que me esperava, além do empeno, deixou-me vontade de lá voltar noutra altura do ano.
Hoje foi o dia que escolhi para lá voltar por várias razões.
Temperatura; Vontade de pedalar; Aventura; Praticar desporto; Procurar paz, excelente terapia.
Lardosa; Tinalhas;Freixial;Barbaído(zona de cão perigoso);Porto da Vila;Almaceda;Ingarnal;Antenas eólicas;cordilheira;Ribeira de Eiras;Rochas de Cima;Violeiro;Vale Barrocas;Tinalhas;Póvoa de Rio de Moinhos e Lardosa.
Um dos motivos que me levou a fazer esta volta, foi o aproveitar este verão que já nem de São Martinho é, mas aproveitando as temperaturas calorentas, fui.
Como é uma zona de medronho, e estevas, a minha preocupação eram as abelhas que por ali existem.
Embora estes pequenos bichos numa altura destas não oferecessem grandes preocupações, o que é certo é que ao fazer a aproximação ao Tripeiro houve uma pequena surpresa, e nem sei como deu para fugir a tempo do ataque!!!
Susto.
Desde Almaceda, a subida é enoooorrrrrmmmmeee.
Vale o esforço após a chegada ao alto.
Uma paz vislumbrar do lado Norte a serra da Estrela, e todas as terras que se observam, fazendo-me lembrar presépios embutidos nos montes.
É lindíssima a paisagem.
Do lado Sul, consegue-se ver o lago da Santa Águeda, e todos os presépios que se observam.
Magnífico.
Consegue acalmar o empeno que se levou, e se continua a levar circulando no alto da cordilheira; a progressão também é horrível naquela qualidade de terreno...
Que paisagem...
Depois, bem depois cuidado com as mãos no travão pois a velocidade chegou aos 80 kms/h.
Cheguei à Lardosa pelas 16H00, recordando as voltas que antigamente dava na companhia dos meus colegas Alentejanos.
Para onde será o próximo destino, se possível sem um empeno semelhante.O regresso está aí, quase na melhor forma...

Aquele, o de sempre,,,
Pinto, o Infante

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

...uma patrulha a três, com caso de policia!!!...

Há coisas do arco da velha...
Um dia desta semana, fui dar mais uma volta de grossa na companhia do Luís e do Samuel.
Até aqui tudo normal, com excepção do frio que se fazia sentir, mas nem assim o Luís teve medo e de calções e manga curta apareceu(valente).
Saímos pela pechorra.
Depois o próximo destino seria a Soalheira.
Num dos trilhos deparamo-nos com algo anormal!!!
Primeiro a cueca???!!!
Mau, comentou o Samuel;
Depois um soutien???!!!
Peças cada uma penduradas nas árvores!!!
Comentei eu:
Vejam bem não apareça por aí alguém escortejado dentro de um baú!!!
Seria caso de policia...
Após procurarmos bem em volta, mais umas capas de bancos de automóvel pendurados, e como felizmente nada mais encontramos, seguimos a nossa volta...
Provavelmente, ou brincadeira com a Natureza, ou também não interessa...
A Soalheira acusa ainda as cores do diabo que por ali passou, tristonha, com pinhais muito castigados pelo fogo.
Pelos singles aparecemos no largo da N/Sr.ª de Fátima, e depois Louriçal.
Neste local não sei porquê, gosto sempre de registar uma foto com a objectiva sob aquele canal.
É o ângulo e a imagem de N/Sr.ª que me atrai; Bonito.
Alguns singles e asfalto Louriçal para de pois iniciarmos a descida até aos quintais da Santa Águeda/Marateca, sempre sob uma paisagem horrível da serra da gardunha, agora de cores pretas substituindo aquilo que deviam ser as cores de outono.
Ribeiro do lago.
Vento; Muito vento a partir daqui nos fez companhia.
Ao chegarmos ao alto das Tinalhas até soprava nos ouvidos. O Luís arreganhava.
Penso que o que lhe valia, era a camisola que envergava; O glorioso...
Até à Póvoa de Rio de Moinhos, meti-me em atalhos e toca a andar com elas às costas...
Ralho, risada, e finalmente lá demos com o buraco...
Horta do Ti Peralta, meu avô e ao chegarmos à Santa Águeda, o tempo estava propicio para o surf, ou windsurf...
Até doía na pele e no olhar...
Lardosa finalmente.
Como ando no período do defeso, o Luís e o Samuel foram repor as calorias através de cevada, e eu fui até ao lar, doce lar...
Bela volta que iniciou com caso de policia, e terminou em boa quilometragem e em boa companhia;
Companhia que agradeço, pois acompanhada as coisas tornam-se sempre mais agradáveis.
Bem haja Samuel e Luís.
Venham mais destas.
Aquele, o de sempre...
Pinto Infante

terça-feira, 31 de outubro de 2017

...por pensar em último do ano...

Hoje para combater o stress, e praticar desporto que tanto preciso, a ideia era ir até ao monte, fazer kms, e registar os anuais postais acastanhados para as bandas de Alcongosta, cores estas que deviam caracterizar a estação em que nos encontramos.
 O outono.
Com as pedaladas calmas que preciso, fui com destino voltados a Norte, mas o sentimento era esquisito.
Provavelmente a pensar na memória de quem partiu.
Queria estar presente nas honras fúnebres, pelas 14H00.
Assim, na Soalheira, decidi em vez de correrias que de nada servem e nada gosto, encurtar a volta e transferir as cores outonais para 5ª feira, pensando já no eventual e tradicional último do ano.
Engraçado; Como já o aqui tinha manifestado, este ano e pela 1ª vez, o último domingo do ano coincide com o último domingo...
Assim sendo, fui recordar das primeiras memórias que juntei para aí uma catrafada de amigalhaços destas andanças, esconder umas garrafinhas de jeropiga, e demos pelo excelente espelho de Santa Águeda uma boa volta em grande confraternização.
Belas voltas e recordações
Este espaço tenho-o incluído algumas vezes neste ou outro evento, pois constitui sempre uma agradável paisagem.
Nesta fase do ano, o seu caudal manifesta-se com níveis muito baixos e preocupantes!!!
Aproveitei para registar chapas onde já por ali registamos algumas de grupo ao longo dos anos; Só a casinha que se encontrava do lado oposto onde estive, na nora, se encontra toda destruída.
O resto, continua ao longo dos anos a lembrar histórias através do caminho que servia de serventia aos pertences de quem tinha por ali alguns terrenos, fossem eles da Lardosa, Soalheira ou Póvoa de Rio de Moinhos.
Uma volta agradável, encurtada por motivos de força maior, mas ainda assim deu para reviver e quiçá introduzir novamente alguns destes postais no roteiro de 31 de dezembro de 2017.
Quero ver se 5ª feira consigo ir ao monte.
O de sempre, sem travões...a subir claro...
Pinto, o Infante

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

...pelas entrenhas do horror...

Cada vez mais nos meus melhores dias, com recuperação obrigatória através do desporto, eis que a companhia do Samuel é neste momento a possível, e ainda bem o facto de ele se encontrar de férias.
Como tínhamos combinado, a próxima seria envolver algumas subidas, indo por caminhos diferentes.
Nem imaginava ver o que vimos neste cantinho cá da nossa Beira.
Saímos pelo vale touril, barragem da Santa Águeda em direcção às Tinalhas.
Coloquei açucar no trilho e percorremos alguns singles agradáveis na ascensão a esta Aldeia.
Depois descemos a Vale Sando, e aqui sem nos lembramos do horror que por ali passou também há bem pouco tempo.
 Em Vale Barrocas, o cenário é digno dum filme de terror!!!
Em tempos era um local que após a passagem pela ermida agora muito bem restaurada, a bonita Rainha Santa Isabel, absorvia-se uma paz naquele vale muito agradável.
Neste momento, vislumbra-se uma paisagem triste, medonha, que mais parece que o diabo passou por aqui...horrível...
Como o Samuel nunca por ali tinha andado, decidimos subir por asfalto até Barbaído, lugarejo este calmo e cheio de gentes que conheço, agora a manifestarem uma tristeza notória nas suas caras..
Uma cordilheira de fogo que vai até Ninho do Açor e Sobral do Campo...que porra esta!!!
Do Barbaido, descemos novamente o vale e subidos depois ao Juncal do Campo, local que aproveitamos para comer num espaço muito bem caracterizado pelas pinturas que há uns tempos fizeram por ali.
Agradável ao olhar.
 
 O património local levou um toque de magia, do pintor(penso Tejo de seu nome), e que em minha opinião enriqueceu ainda mais estes espaços, com combinações de granito entre outros e pinturas modernas. Parabéns ao criador.
Seguimos e como tinha que estar em casa ao meio dia, houve necessidade de dar ao pedal e através de trilhos e singles(uma zona riquíssimo neste tipo de trilho), Cafede e Póvoa de Rio de Moinhos era o destino quase final.
Com as pernas a acusar esforço,  apesar de me sentir bem, o cansaço de dois dias a pedalar era em mim sentido.
Ainda assim, um empeno à altura dos antigos, mas são estes dias que me fazem falta, para fazer um reset naquilo que preciso.
A ti Samuel, mais uma vez bem haja pela companhia, e destas venham muitas.
Aquele, o de sempre...
....sem travões...a subir claro...
Pinto, o Infante.