sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

...um beirão em volta saloia...

A lambonice não me larga....
O regresso aquelas voltinhas está teimoso, porquê?!
Talvez o frio e vento que temos levado todos os dias, uns dias mais outros menos.
Não sei se será por este motivo, mas facto é que a vontade de pedalar, não passa mesmo só disso!!!
Pelos lados do serviço, até tinha o Tomás como companhia, mas como não há pedalada para o acompanhar, cada um foi ao destino pensado.
Quanto a mim, esperei que o dia aquecesse mais um pouco, e pelo lado de Caféde/Tapada das Figueiras saí.
Um dia bonito, sem grande vento(até aqui), sem chuva, embora umas nuvens ameaçadoras, mas bela manhã para praticar desporto.
Em pedalada amena, e calma, pois nesta minha fininha já não "amontava" o cú há uns tempos, ia aos poucos matando saudades das passeatas.
Caféde. Em vão fui ao café no centro da aldeia para beber um café, bati com nariz na porta...
Com a temperatura a subir cada mais nesta linda manhã, orientei o destino para a terra dos moleiros.
Póvoa de Rio de Moinhos. Aqui bebi o meu cafézito matinal, embora já tardio, mas sabe sempre bem.
Posto isto, fiquei indeciso. Havia capacidade para Santa Águeda/Marateca, ou Alcains/Castelo Branco?!
Eis a questão?!
Decidi em virtude das poucas pedaladas, e consequentemente o vento que se começava a manifestar, rumar até Alcains encurtando a volta para Castelo Branco.
Através da estrada que nem costumo muito circular, a Nacional 18, regressei a Castelo Branco com vento de frente, mas ainda assim foi agradável uma manhã de fininha, coisa que já não acontecia há já algum tempo.
Venha a próxima, de preferência com mais uns quilómetros, pois esta 5ª feira as três dezenas e meia souberam a pouco...
Aquele de sempre....
Pinto, o Infante

domingo, 18 de janeiro de 2015

...a história de um cão, ou dois!!!...

..."quem não se consegue apaixonar por um cachorro qualquer?
Eles são anjos enviados na terra para nos alegrar e nos emocionar"...
http://www.mensagenscomamor.com/frases/frases_de_cachorro.htm
Com as primaveras que suporto nas costas, nunca me tinha acontecido uma história daquelas que realmente mexe comigo.

Desta vez não vou contar num post, mais um, uma simples volta de btt ou fininha. Vou contar o que se passou num simples passeio que nada teve a ver com os do costume.
Saí nesta 5ªfeira desportiva para o mato sózinho, visto ter compromissos às 11 da manhã, na minha terra Natal. Café, no local habitual, e tinha agendado uma volta circular à Lardosa, para chegar cedo.
Nada de especial até aqui. Vale da torre, Zebras, e aqui começa a história deste post. Um cão, rafeiro, aparentemente bem tratado, lustroso, vindo não sei de onde. Ao reparar que era acompanhado por mais dois rafeiros, fiz uma festa ao animal que rapidamente correspondeu com um gesto que só lhe faltou falar.
Sempre fui amante de fotografias, mas como as de hoje, poucas guardo em casa que fazem juz ao velho ditado:
...vale mais uma foto que mil palavras... 
De repente faltou-me um pouco a saliva na boca!!!
 A empatia entre mim e este animal, quiça abandonado ou perdido, levou a brincadeiras sem parar, e que dava a sensação que este rafeiro já me conhecia à muito tempo.
Parecia que me dizia:
...leva-me contigo"...
O afeto foi tão grande, que eu parecia o dono dele.
O olhar carinhoso, as festas, até metia impressão..
Umas fotos de praxe,  com o companheiro deste dia, ficaram algumas registadas, que vou lembrar para toda a minha vida.
O animal, que apelidei de cão, começava a mexer com os meus sentimentos. O animal parecia que entendia o que lhe dizia, faltando-lhe apenas falar...
O que passou na cabeça deste animal para se afeiçoar repentinamente a mim???!!!...
Aos poucos, ia-me apercebendo que o cão não mais largava a minha roda. Ora para a frente, ora para trás, tentei em vão fazer entender ao cão que seria melhor ficar onde estava.
A cada km  que passava, sentia-me incomodado. Triste pensar num cão tão bonito andar por aí...
Novamente Vale da Torre, vindo das Zebras e a minha companhia neste dia, teimava em não me abandonar.
Seriamente comecei a ficar preocupado com o cão, e também com o seu dono!!!
Pensei tudo e mais alguma coisa, até que vezes sem conta parei a minha bicicleta e enxotava-o.
Chega, ralhei eu...
Tens que te ir embora...
Vai-te embora...
Não querendo de modo algum ofender este animal, tentei inclusivé colocá-lo numas vedação ao pé de ovelhas...
Em vão!!!
O animal tudo fez para vir comigo...
Vai-te embora, implorei várias vezes...
Incomodado com esta situação, e receoso do que poderia acontecer a este fiel amigo, fiquei sem saber o que fazer???!!!
A Lardosa aproximava-se, e pelo caminho parei de conversa com um casal amigo da Lardosa, e contei-lhes o que estava a acontecer...
O cão ao meu lado ficou!!!
Solicitei "ajuda" para que o chamassem a ver se ficava com eles na quinta.
Em vão...
Logo que iniciava a marcha de regresso a casa, o cão não me largava...
Até que numa manobra de distracção e cruzamento de caminhos, saltei eu para dentro de uma vedação vizinha e entrei nos meus aposentos por atalhos, sem que fosse possível ao afectuoso cão me seguir...
Uma história que vou recordar para sempre, pois sem saber bem como isto foi possível, este bicho que apelidei de cão entrou dentro dos meus sentimentos pensando eu quem seria a coisa que largou ou abandonou um animal com carinho enorme, quiçá maior que alguns homens têm para dar e receber!!!!
..."queria ter vivido num mundo menos hipócrita, onde a falsidade não sobressaísse, e que as pessoas dissessem o que realmente pensam"...
autor-Adriano Santos
Uma história real, que se passou comigo, numa volta de bike, perfazendo 37 kms na companhia de um animal, que carinhosamente apelidei de...
CÃO.
Aquele de sempre, com mais uma inédita história que irá enriquecer o meu baú...
Pinto Infante

sábado, 17 de janeiro de 2015

...o regresso dos trilhos da açafa...

A pedido do meu amigo Pequito, dou aqui a minha contribuição com a divulgação/promoção de mais um evento na Beira Baixa.
O mês de março de 2015 aproxima-se, e com ele o regresso saudoso do passeio BTT, "trilhos da Açafa"
Atreve-te a desfrutar dos trilhos em Vila Velha de Rodão, e diverte-te.
Pinto Infante

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

...desafio total, no esplendor não sei de onde...

Por vezes recebo Emails que me questiono, a veracidade do que vejo.
Ainda sem dar a primeira de 2015, seja de fina ou grossa recebi um Email dum amigo, que sabe a minha paixão pelas duas roda, e acredite-se ou não, eis as imagens...

Com ou sem verdade, considero um autentico espatáculo a qualidade das imagens, video e a musica soberba.
Ora dá uma espreitadela, levanta o som e absorve o video.
Sem travões...
Pinto Infante

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

...o último de 8, com confraternização habitual...

Como vem sendo hábito, todos os anos, e já são 8, é com enorme prazer que recebo na terra que abracei, a capital do feijão frade, um magote de convivas, que juntamente comigo gostam e partilham do prazer da bike, um copinho, e uma bela assadura bem quentinha.
O ingrediente que unicamente interessa para este dia, é o convívio entre a rapaziada.
Estamos a chegar ao fim do ano, e ficou unicamente a pedra no sapato por realizar; O GPS...
Bem, mas falemos um pouco do último 2014. Por valores mais fortes, esteve  em dúvida a realização, mas com calma e paciência as "putas" das pedras que vão aparecendo pelo caminho da minha vida têm graças sei lá a quê sido transpostas duma maneira cruel...mas vão...
...hão-de ir...catano...
Carrega na reportagem do Micaelo btthal:
A bicicleta pode até ser motivo que nos una neste dia, mas sinto que a malta gosta tal como eu apreciar a bela grelhada pelo meio.
Ora a fasquia deste dia, se recordarmos as primeiras aventuras para os lados da Santa Águeda/Marateca, o abastecimento em autonomia era constituído por duas garrafas de jeropiga escondidas algures por ali, e o grupo pioneiro começou com 18 elementos.

Hoje a lista é um pouquinho mais alargada, em virtude do almoço convívio ter o sempre apoio da Junta de Freguesia da Lardosa, com a cedência da Casa do Povo, permite convidar mais malta e se cada um trouxer um amigo/a, todos são bem vindos.
Carrega na foto do Jorge:
Este ano fez-se luz em pensamento;
Desde 2007, os banhos têm sido a preocupação largando asas à imaginação de cantor que cada um tem; Por vezes até os dedos estalavam da temperatura, mas este ano consegui o banho que todos tomassem um banho quentinho antes das queixadas de bacro.
De manhã o São Pedro ralhou, mas em vão. Sob olhar atento das nuvens(não esquecer que é inverno), o sol fazia questão de aparecer e vencer os chuviscos previstos. Nããã...
Ano após ano aparece sempre gente nova, outros não podem ou não querem, mas dia 28 dezembro de 2014 apareceram trinta e tal para este último. Os repetentes a olhar às fotos contam-se se calhar os 18 pioneiros...
Reportagem do Cabaço em cima da foto:
O trilho, entre conhecidos surgiu do meu baú. Quelhas e alguns, poucos para o meu gosto, os meus adoráveis singles introdizi-os logo no início, e já sabia que ia dar galhofa.
Este passeio exige de mim algum cálculo, com o objectivo da toda a malta chegar bem disposta, visto tratar-se de um passeio guiado, com quilometragem a rondar 40 e poucos kms,  um roteiro sem subidas.
Procurei no baú e surgiram sem molhar o pé e na minha opinião, sem subidas.
Alguns contratempos surgiram neste passeio, mas a mestria soube bem colmatá-los fruto dos anos a virar frangos.
Até aos Escalos de Cima sempre a rolar, Lousa, e aqui mais uma vez consegui a surpresa do último.
Na casa do Paulo Rafael, os grelhados habituais em autonomia, com reforço líquido.
Que bela pinga.
Reportagem do Machado em cima da foto:
Neste local, a quem agradeço a excelente colaboração, estava a ver que a inauguração do turismo de habitação era neste último do ano...
Tudo bem satisfeito, regressamos ao mato com coordenadas viradas a Alcains e posteriormente à capital das pasteleiras.
A minha associação referência. O meu amigo Qui Tó, o Duarte, e o Carlos representante assíduo da Junta Freguesia da Lardosa.
O que dizer mais, do último!!!???
Não deixei passar um momento que achei digno de registo, as poucas palavras dedicadas a um pioneiro, amigo e companheiro, que vá-se lá entender isto:
...o último do ano de 2013, foi a última vez que andou de bicicleta...
O João Comunista, que como o Micaelo disse e bem..."esta mesa também já foi dele"...
Mais um passou, agradeço o carinho e amizade que a malta dedica a este simples passeio recheado de companheirismo.
27 de dezembro de 2015, e se os DEUSES permitirem, e as pedras me desaparecerem da frente, cá estaremos...
Bom ano
Aquele de sempre...
Pinto, o Infante

domingo, 21 de dezembro de 2014

...o caramelo do último, mantém-se...

Cheira a caramelo!!!
Cheira a caramelo, fim do ano, neve, frio e Natal...
A menino JESUS...
O caramelo foi nesta sexta feira a essência da palavra.
Como a profissão está em 1º lugar, nesta 5ª feira desportiva levei falta, que justifiquei com serviço.
Assim sendo, a 5ª feira passou para sexta de folga, permitindo efetuar uma voltinha sem andar a olhar para o relógio.
A noite, tinha notado ser fria, e muito com a companhia de geada, mas de manhã estava espalhado pela Beira todo o perfume da época do ano.
Que grande caramelo caiu por aqui!!!
Como o cheiro do último se aproxima, e com tudo confirmado, é tempo vasculhar o baú e começar a juntar alguns becos da zona para desfrutarmos de mais uma voltinha dominical.
Como era notório o caramelo em toda a nossa zona, saí da Lardosa um pouco mais tarde que o habitual.Eram quase 10 da manhã, passava no bairro do tanque, local de início e reparei que o caramelo nesta zona da Lardosa, se transformou em gelo.
Estava frio de inverno, sentia-o, mas aos poucos o sol  aparecia, permitindo desfrutar duma manhã de btt até às duas da tarde muito agradável.
A escolha do trilho para esta 6ªfeira, e da prateleira do baú para 2014 tem que ser cuidadosa, em virtude da surpresa de 2013 no início ser algo desagradável.
Objectivo, não molhar o pé.
Dois dias antes do último de 2013 tinha feito reconhecimento do terreno, naquele dia o que valeu foi a galhofa...
Posto isto, da prateleira de 2014, vai sair sem água, sem subidas, com muitos estradões e com algumas surpresas pelo caminho, assim espero...
O clima este ano por cá, tem permitido que os campos de cultivo sejam fartos de cores caracterizantes de todas as estações do ano.
Quanto aos estradões que os circulam, são também eles embelezados, pois é por aí que dia 28 iremos percorrer alguns kms, com início na Lardosa, e regresso à capital do feijão frade.
Pela manhã dentro o sol e temperatura agradável iam conquistando o frio que a noite trouxe, obrigando-me ainda assim, calçar dois pares de luvas, pois as pontas dos dedos são para mim sempre um tormento.
O terreno está seco, bonito para as canetas registarem aquilo que cada um lhe apetecer.
vamos percorrer quatro terras circundantes à capital do feijão, onde estou a ultimei nesta dia  alguns pormenores que me parecem evitáveis, sendo as subidas e trilhos com pouca água, pois vamos à semelhança dos 7 anos transactos fazer desta voltinha dominical, uma volta de confraternização, não se tratasse de uma volta guiada.
Está quase aí, mais um último, mais um Natal e a propósito de Natal.
...SEM QUALQUER TIPO DE TRAVÃO, DESTA VEZ NEM A SUBIR NEM A DESCER, DESEJO A TODOS/AS UM BOM E SANTO NATAL.
Aquele de sempre...
Pinto, o Infante

domingo, 7 de dezembro de 2014

...na senda da carroça do ti Peralta...

 Na vida, dizem os entendidos, que todos nós temos aquela hora!!!
Ou não!!!
Hora?!
De quê?!
Do dia a dia?!
Duma passagem?!
Porra, mas que vida esta!!!!
De quando em vez, nestes dias em que a bicicleta é a minha companhia, passa-me pela cabeça um sem fim de pensamentos(recordações, memórias que já não voltam e sempre aquela saudade), e acreditem ou não, nesta minha terapia dos dias de bike, vou lembrando, relembrando os passinhos  que dei na companhia DAQUELES que já cá não estão...
Pareço um velho, caduco e antiquado a falar(escrever)...
Nada disso...
Já o escrevi, retratei e vou continuar a fazê-lo.
Quando dou por mim a desfrutar dos trilhos entre Alcains e Póvoa de Rio de Moinhos, sem querer vem-me à memória recordações de família.
Neste dia, o ti Peralta...
45 anos de tasca, dono de um feitio que caracterizo único, um HOMEM de mãos pequenas, mas largas QB.
Dono do meio de transporte da época.
Uma carroça.
De pequenino, "roubaram" me um POUCO do que é o circuito normal da vida, e que fazia a ligação destas duas terras; meu PAI....
Daí, além de já aqui escrever noutro post,  nesta 5ª e 6ª feira fui dar uma das minhas, e da Lardosa saí por terrenos entre do lago natural da Santa Águeda, e dei comigo na Póvoa de Rio de Moinhos.
Em pleno btt, esbarrei num companheiro que desfrutava do seu belíssimo motão, pelo asfalto fora.
O meu amigo Micaelo.
Após uma hora de conversa, é sempre agradável rever malta amiga, um café, e cada um rendido ao prazer deste dia, seguimos destino.
Fui em direcção a Alcains relembrando uma das zonas em que o ti Peralta passava nas visitas à família.
Com o seu meio de transporte, ferramenta de trabalho, companhia do dia  a dia a sua carroça.
Uma das últimas tapadas dos seus pertences.
As alminhas.
Tapada esta que era passagem obrigatória para quem vinha de Alcains. Hoje, resta apenas a memória de que conheceu bem este caminho, que hoje apelidamos de trilho para as bikes; Caminho este que tantas vezes fiz em cima da carroça na companhia do ti Peralta e na companhia doutro que já cá não está.
O meu irmão.
Jazem casinhas de ferramentas para a lavoura, as tais carroças, e apenas o sítios castigados por silvados que os invadem!!!

Marcas e sinais que marcaram uma época, e que para esta quinta e sexta escolhi para ir por aí...
Km após km na companhia de uma magnífica manhã em que o castanho é a cor predominante que caracteriza os campos e outono, cheguei a Alcains.
Estava a ser uma volta muito agradável, mas em virtude da conversata, olhei para o relógio, e os ponteiros já se aproximavam da uma da tarde...
Optei pelo caminho mais curto, visto ter compromissos familiares.
O dia era convidativo para chegar a ser um daqueles de mochila às costas, mas....
Passou de 5ª feira para 6ª esta voltinha, em consequência dum furo. 6ª feira concretizou-se mais uma volta, cheia de saudades, mas como sempre revi o baú de trilhos, caminhos ou memórias que por ali tenho.
O ti Peralta, era para os amigos, mas aquele HOMEM da Póvoa de Rio de Moinhos era o meu avô Materno que abraçava os dois netos que com ele,com  a carroça e a sua mula percorríamos os caminhos que por alí rezam história...
Aquele de sempre, sem travões...
Pinto, o Infante