domingo, 25 de novembro de 2012

...pelos encantos da Açafa...

...quem não se lembra de um dos bons eventos que se realizavam  na Beira Baixa!!!???...
 Trilhos da Açafa
O pedido em 2009 foi concedido pela mão do meu amigo António Pequito. Ser o dorsal nº 1 em virtude de ter ganho o concurso de fotografias neste evento, versão 2009.
Acabou o passeio, ficou a amizade.
Chegámos a rondar os 600 inscritos...
A última, essa nem a quero recordar!!!
Bem, e os anos passam......

Donos e Senhores dum excelente evento o Pequito e o Jorge um pouco por insistência de alguns amantes da coisa, decidiram por mãos à obra, juntar uma equipa, foram ao baú recheadíssimo da Açafa e seja o que Deus e São Pedro quiserem.
Desta vez não eramos 600, mas a meia centena, foi o número que abraçou este domingo de outono. O tempo de véspera apresentou-se carregado de água, mas neste domingo o sol seria mais teimoso do que a chuva.
Ora do lado Norte, ora do lado Sul, a malta juntou-se pelas 8 e tal perto das 9 da manhã para em grupo, e sob a batuta do Paulo na frente e Pequito na retaguarda invadimos uma Açafa carregada de recordações.
Foi com tristeza que a massa adepta da BTT vimos este excelente evento acabar.
Neste domingo,saímos pela subida da barragem do Açafal.
A Beira Baixa neste dia estava em desvantagem, em virtude dos do lado de lá do rio Tejo trazerem uma armada muito bem constituida. Os "Rodas de São Mamede" muito bem comandados por um amigo e colega de profissão de longa data. O Marco Castelo.
Uma rapaziada sempre alegre e divertida, fizeram juntamente connosco uma manhã cheia de recordações.

É com estes eventos que se vivem amizades, alegrias e grandes recordações, lembrando neste dia, coisas e tempos que já lá vão. Neste dia, os" trilhos da Açafa"
Conhecedor QB do vasto e invejável património de trilhos e bredas, bem à maneira de os recordar, o Pequito pôs a malta a circular por trilhos de Sarnadas de Rodão, Atalaia, Rodeios e Vale do Homem.
Alguns azares neste dia, em concreto para o Serrasqueiro e Pequito. Quanto ao do Serrasqueiro um furo na benção da Açafa. Quanto ao azar do Pequito, já lá vamos.
Nas sarnadas de Rodão, o Paulo fez alto à rapaziada para degustarmos uns secos e saborosos borrachões, e broas de leite acompanhados dum suminho. Muito bom.
A conversa com o Castelo uma constante, mas aqui os pormenores faziam parte da prosa e das "saudades" da boa gente alentejana que em outros tempos me fizeram companhia na vida profissional.
É sempre com enorme prazer que revejo grandes amigos, e neste tipo de eventos mais ainda, pois um pouco "graças a eles" aderi ao BTT.
Foi quando as lides profissionais decorriam em Portalegre que alguns deles(o Castelo e Matroca), me meteram o vicio do BTT.
Ainda bem.
Aos poucos o trilho engolia e absorvia a Açafa...
Cheirava a trabalho destas gentes que com toda a certeza e prazer procurava trilhos/bredas e singles para oferecer a quem por ali aparecesse na Açafa.
Lindos trilhos...

Rodeios, Vale do Homem(espetáculo de trilhos), e em virtude das levadas de água que antecederam este domingo, os mordomos da coisa optaram em fazerem uma ligeira alteração ao percurso. A turma alentejana sob a batuta do Castelo "agradeceu", pois antes um dos alegres companheiros decidiu ir a banhos forçados, como que se de um SPA se tratasse(felizmente sem se aleijar, um companheiro foi mesmo ao charco).
Recompostos, seguia-se, o grande azar do dia.
A bike do  Pequito, partiu o drop out. uuuiiii!!!
Desmonta, monta, faz single speed e lá conseguimos colocar de novo o Pequito no trilho, com ajudas extras, mas conseguindo assim levá-lo até ao fim.
Enquanto a mecânica saía, houve ainda tempo para mais brincadeiras.
Diria mesmo, o mistério da Açafa...
O Pedro que se dipos logo em colaborar abandonou a sua montada.
Depois...
Depois eis o mistério!?
Quando a single estava pronta, o regresso ao trilho, e o Pedro!!!
Alguém viu a minha bike!?
Tudo brincadeira de salutar, a bike misteriosamente apareceu no meio do nevoeiro...
Ficámos um grupo para trás, e o outro conduzido pelo Paulo Martins dirigia-se a banhos quentinhos que estavam.
Quanto a nós, com calma, novamente pela barragem da Açafa, demos entrada em Vila Velha de Rodão, para nos juntarmos ao resto do pessoal.
Com todo o grupo aconchegado e a hora já ia um pouco adiantada, o almoço abastecido por uma excelente e farta sopa, carninha muito boa e um belo tinto cá da Beira a acompanhar. Pena tive, por compromissos pessoais, ter que abandonar tão simpático almoço e companheiros, porque já soube que a castanha assada e a jeropiga souberam a lanche...
Para terminar endereço um grande abraço ao Castelo e aos alegres companheiros alentejanos, porque estes passeios servem mesmo para isto.
Confraternizar...
Ao restante pessoal, foi um prazer ver e rever malta que já não via há algum tempo, sendo sempre para mim, um prazer fazer parte da lista de convidados destes eventos.
No fim, a nossa contribuição para o mês da caridade foi naturalmente lembrada.
Pequito e bombeiros voluntários façam favor de reeditar este belo evento, que a malta vem com certeza, e agradece..
Um grande abraço daquele de sempre...
...tira as mãos do travão...a subir claro...
Pinto, o Infante

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

...uma pérola no interior...

frases do dia proferidas por:
Nelson Araújo, a propósito duma figura politica;
...vale mais ser recordado pelo mal, do que ser esquecido...
autor Adolf Hitler
...........................................
Sr.º João Gaspar, proprietário do café "ideal"
...em 7 minutos, tá tudo pronto!!!
...estes foram acabadinhos de fazer instantaneamente...
...volte lá a tribáscula...
..........................................
Pinto Infante
...o Miguel e o Nunes são daqueles de proporcionalidade inversa:
a subir, é de talega, e descer é de avózinha...
Há muito tempo que sou um fã incondicional da Natureza. A descoberta de novas aventuras na companhia da rapaziada que partilha comigo esta paixão tem feito aos poucos que se procurem novos rumos em terras e terrenos que o nosso pequeno mas simpático Portugal possui.
A malta de Castelo Branco já elaborou algumas bem à minha maneira, mas nunca participei. Ora sob batuta do AC ou sob a batuta do AQ têm feito coisas muito bonitas, procurando algo diferente de maratonas/passeios, com a tradicional fita orientadora, em que a única coisa em comum, é a bicicleta.
Vê aqui fotos do Simões:
Neste domingo, foi a minha vez de ir ver, tentar e absorver o espitrito da malta Albicastrense.
A serra da Estrela, por motivos de força maior não é bem a minha paixão, visto ter que tirar as mãos do travão vezes sem conta, mas outro piscar de olhos me fez este monte. Ver, sentir as cores do outono através das árvores de folha caduca que em certa altura duvidei se estaria em Portugal!!!
Meu companheiro destas andanças desde a ligação de Lisboa à Lardosa, o Simões tinha dito presente há muito. O resto da malta, aceitaram o desafio e apareceram naturalmente. O Nunes, o Jorge, o Nuno, o Miguel, o Araújo.
A aventura lançada para este domingo era a seguinte. Através do trilho gentilmente cedido pelo Fidalgo( made in AQ) levar os carros e bikes até Manteigas e deixar que a Natureza fizesse o resto.
Simples.
Alterámos a data, algumas vezes, e mesmo para este domingo a coisa estava negra. Algo apreensivos em consequência do tempo. Em permanente contacto com colega de profissão de Manteigas, e atualizando os sites de metereologia, o dia para domingo mostrava-se agradável.
Simples, mas coisas em que tudo o que tente caracterizar a tamanha beleza vista e observada, é pouco.
O Jorge Oliveira, como combinado, veio ter comigo à Lardosa à 7 da manhã. O resto do pessoal vinha a seguir.
Arrear as bikes em Manteigas, e pelas 8 e tal demos inicio à linda aventura deste domingo.
Já com o sol a brilhar nos céus de Manteigas, apercebiamo-nos que o dia ia ser de feição para a coisa.
Fotos Pinto Infante

Exatamente o que procurávamos.
Manteigas, ponte do rio Zêzere observámos o seu caudal que percorre os trilhos seu pertence pela serra abaixo. Aqui, o Jorge apercebe-se de algo esquisito na sua bike!!! O retentor da suspensão da frente começava a saltar. Como é possivel acontecer uma coisa destas tão esquisita!!! Conseguiu colocá-lo no sitio, mas daqui para a frente sem suspensão.
Seguimos então em direcção ao poço do Inferno onde em subida o outono tratava de nos brindar com postais, e que postais.
Vê aqui fotos do Miguel:
Fotos e mais fotos. As vistas davam vontade de não sair dali. Pela primeira vez deparei-me a circular no alto, observando paisagens dignas das Américas, nunca vistas...
A circulação nesta zona, é algo dificil pois debaixo da folhagem dos castanheiros o piso é de empedrado solto. Aqui, o Nunes e o  Simões, de forma gratuita, "encheram" as mochilas de castanhas.

Vislumbrávamos Sameiro lá bem do alto. Um horizonte magnífico. A progressão no terreno era para uma semana carregada de água, muito boa. As únicas vezes que se sentiam os efeitos da chuva foi quando  baixavamos um pouco a altitude, o terreno ficava logo empapado.
Depois destas magníficas vistas, passámos por cima da pista de neve artificial, e iniciavamos a descida até ao  Vale da Amoreira. Fomos ao café "Ideal".
Aqui, o Jorge aborrecido e algo durido nos braços, em consequência da suspensão e agora gripe, achou por bem abandonar a malta. Regressou a Manteigas por estrada. O grupo triste, continuou, pois tinha o monte mor desta aventura pela frente.
Nesta subida progressiva encontrámos algumas paredes com 10/15% de inclinação, mas tudo se fez, observando neste lado o que os incêndios têm feito, ao consumir uma boa parte do pinhal existente. A parte menos bonita do percurso, ladeado de um "monstro" que teimava em chamar-me até ao alto.
Ao subirmos o barulho das águas que lá em baixo vão enchendo as ribeiras e rios é deveras lindo. Ribeiras, barrocas e charcos lá bem no alto desta serra bem colorida.
Passamos a casa do guarda, triste e abandonada e na descida dos Casais do Folgosinho, calhou me a mim efectuar paragem obrigatório com o pneu traseiro rasgado.
O piso é propício a este tipo de imprevistos. O Araújo em vão tentou encher com gás, coisa que não resultaria em virtude de perder o liquido todo pelo buraco de rasgo do pneu.
Com este imprevisto, começava a pensar no Jorge, que tinha ido ao banho mais cedo, e "coitado" teve que levar uma "seca".
Colocada uma câmara, cruzámos a capela da N/Sr.ª da Acedasse, em direcção ao Covão da Ponte, onde aqui foi o único lugarejo que podemos observar a vida animal própriamente dita deste lugar da Beira e que caracteriza esta zona. Cabras, ovelhas e até os cães, estes amistosos e simpáticos.
A serra da Estrela.

No alto das Penhas Douradas, Vale de Covo e regalamos as vistas já com Vale Glaciar e Manteigas lá no horizonte, fotos atrás de fotos, a pior asneira do dia viria a ocupar lugar nesta mágnífica aventura.Enfim...
O Quelhas tinha-me dito que seria uma das  partes mais bonitas de percorrer.
A rota das faias.
Ao arrancármos em asfalto  por engano os orientadores do GPS meteram os pés!!!
Eu e o Araújo sem mais pormenores, nem eu nem ele olhámos para o GPS, e quando demos por ela estávamos do lado oposto ao trilho....
Porra!!!
O Nuno já tinha descido umas centenas de metros não querendo virar atrás!!!!
Foi então que o resto do pessoal decidimos seguir, mas com um frio na espinha de raiva e tristeza ao ver o brutal caminho embebido nas faias amarela e laranjas por onde deveríamos circular!!!
Foi muito bonito descer até Manteigas por este trilho que serpentei o montanha até Manteigas, mas....Mas o outro ficou enraivecido no canto do olho!!!
Confesso que as cores alanranjadas e amarelas fazendo lembrar o fogo, misturadas com as penas e cores naturais dos flamingos, nesta pérola da serra da Estrela foi para mim um motivo que justificou e de maneira esta deslocação ao maciço Central...
Com Manteigas a beijar os pneus das bikes, lá estava o "desgraçado" do Jorge , dentro da carrinha. Jorge a ti só te posso desejar rápidas e boas melhoras...
Banho rápido e no café "ideal" lá estavam os peixes reis acompanhados de um tintol feito pelo Sr.º João servido com humildade de gentes que gostam de beber um copo com a malta que por ali passa...
A sobremesa foi um queijinho da serra acompanhado de doce de marmelada.
Espetáculo...
Vê aqui fotos do Araújo:
Nesta altura do ano, é sem dúvida alguma uma pérola no interior visitar esta zona, em que todas as palavras bonitas e adjetivos que se escrevam, não conseguem ilustrar o tamanho monstro de beleza da serra da Estrela...
Àqueles que me acompanharam, muito bem haja pela companhia, e se partilharem o meu sentimento, quando é a proxima!!!???
Agradecimentos pelas dicas, conselhos  e trilho ao Agnelo Quelhas e ao Abilio Fidalgo.
...sem travões...a subir claro...

Aquele de sempre...
Pinto Infante

sábado, 10 de novembro de 2012

...na companhia de quem ia para o além!!!...

8 da manhã de dia 10 de novembro, 6 aventureiros na companhia de uma das suas paixões, a bicicleta davam início a mais uma aventura, e que aventura...
Invejável diria...
Quanto a mim, sabia que a malta Albicastrense(entenda-se o Quelhas "Guardense", residente em Castelo Branco), volta e meia elabora aventuras em que a malta gosta de participar.
Em Castelo Branco, ora sob a batuta do veterano Cabaço, ora sob o Cicerone deste dia, o Quelhas, torna-se agradável participar neste tipo de voltas.
Desta vez, a aposta era dura QB, mas a beleza, essa não ia faltar com certeza, e compensaria a dureza da coisa.
Em bicicleta todo o terreno, fazer a ligação entre a cidade de Castelo Branco, à cidade Natal dos manos Quelhas. A Guarda.

Nos dias que antecederam perguntei informações desta aventura, porque tinha todo o prazer em participar, até onde conseguisse.
A sair de serviço nessa manhã de 10 de novembro, pedi ao colega que me rendesse mais cedo, para poder fazer parte deste pelotão composto pelo A.Quelhas, o Dário, o Cabaço, o Silvério que tal como eu, havia de regressar mais cedo, o Pedro Quelhas e mais dois companheiros de luta que não soube a identificação.
A noite acompanhei-a de perto, e como o céu estava estrelado, avizinhava-se uma manhã bonita para a 1ª etapa desta aventura.
Engano o meu...
Pelas 8 da manhã fui ter com os aventureiros, debaixo de um céu envergonhado que colocou a alguma tristeza aos amantes das digitais.
Mesmo assim,  a tristeza desta manhã, não era razão de abandono desta missão.
A saída das docas, e depois da memorável foto de grupo, foi pela Tapada das Figueiras. O grupo bem composto e determinado, cada um ao seu ritmo ia conferindo todos os pertences necessários pata a 1ª etapa que ligaria a cidade capital da Beira Baixa a Penhas da saúde.
Caféde, e na Póvoa de Rio de Moinhos o apetitoso e quente café acompanhado do bolinho para os mais golosos fez as honras de um reforço.
Em andamento agradável a malta iniciava o andamento em ascenção à 1ª classificativa de montanha do dia. O monte da serra da Gardunha.
Até lá fiz companhia à rapaziada, mas no alto da Gardunha era hora de me despedir.
Na estrada que cruza o Casal da Serra, desenganaram-me e só lá no alto autorizaram a minha separação. Pena. Muita pena tive eu em não "conseguir" continuar a aventura, mas fica a promessa para a próxima irei dizer presente..
Depois de os ver partir, confesso com alguma tristeza, era hora de elaborar o regresso à Lardosa.
Pensei o regresso pelo single dos castanheiros que liga ao Casal da Serra.
Tomei a pior opção. Ora se até aqui a manhã proporcionava umas vistas e paisagens tristes, em consequência da neblina  e nevoeiro, pois não se enxargava 10 metros à frente, neste single muito bonito, neste dia as gestas e arvoredo serrados,  cobertas de água conseguiram-me molhar o equipamento todo, sentindo um frio de gripe nesta descida, sendo que a única vantagem fosse digitar as cores do outono que aí está.
Desci algo arrepiado, sentindo mesmo a obrigação de uma paragem no café "Taxista" no Louriçal do Campo.
Aqui, e de calções todo o meu equipamento escorria, a ponto do dono me oferecer(bem haja)umas luvas de latex para tentar minimizar o frio e arrepio que trazia em cima.
Cheguei à Lardosa, com 60 Kms, com sentimento a pouco, para um daqueles dias que o sentimento foi de alegria por participar no  inicio duma aventura digna de um fim de semana épico por parte de gentes normais, sem quaisqueres treinos ou  classificativas, mas com o único objetivo de iniciar e acabar como começaram.
Um por todos, e todos por um...
Parabéns a todos, bem haja pela companhia e pode ser que um dia destes  me aturem em qualquer aventura por aí....
Vejam as excelentes reportagens aqui:
AC Trilhos e aventuras
Trilhos&limitados
No entanto, este dia serviu muito bem de treino para o que se aproxima este fim de semana de 17 de novembro, assim o tempo o permita...
aquele de sempre...
Pinto Infante

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

...cheirava a mooofffooo...

UUFF...
Que saudades tinha de bater por letra aqui no meu cantinho!!!
Ora o tempo, ora a familia, ora a profissão, ora sei lá. O que é certo é que este meu espaço não está habituado a este cheiro a mofo...
Bem, então vamos lá relatar um pouco desta curta voltinha desta 6ª feira.


Desde a Raia que a minha bike não circulava, dando lugar à de pneus finos, em consequência do curto espaço de manobra que tenho tido, mas vem aí mais uma aventura "as voltas do Pinto Infante" lá para dia 17 deste mês, e como a dureza vai causar com certeza algum desgaste e requerer alguma preparação, tenho que me por a pau para não dar em grande empeno.
Assim, nesta 6 ª feira, agarrei nela e em direção a Castelo Branco fiz as minhas delicias.

Pelas 8 da manhã saí da Lardosa por trilhos bem conhecidos da malta e pelo ringue iniciei a etapa até à cidade. O dia de hoje acordava envergonhado, sem chuva, mas com muito nevoeiro. Sabia o que me esperava, pois a chuva(ouro) que tem caido, e ainda bem, pois é tempo dela, ensopou os trilhos, mas mesmo assim tinha que por à prova algum equipamento teste para dia 17.
Pacifico até cruzar a EN 18 já entre Lardosa e a Alcains. Alguns lagos de água, em que é notório a pesada progressão.
A lama tomava conta de colorir o equipamento e bike.
Sem comentários a foto em cima!!!

Atravessei a EN 18 com um trânsito horrivel, e rápidamente regressei ao trilho que liga a zona da Ordinha.
Cheirava a Alcains, quando ao chegar à quelha das sempre castigadas Alminhas, o alagão é terrivel, pois por ali a circulação nesta altura é mesmo de evitar.
Com o horário controlado, fui visitar o café do Dário, um pouco de prosa e, toca a seguir viagem.
Subi a pedreira em direção à St.ª Apolónia.
O dia até aqui prometia um daqueles dias para mandar lixar o trabalho, e por aí matar saudades da bicicleta, e Natureza. O sol teimosamente insistia com a neblina,em se mostrar, mas ao chegar perto da capelinha, padroeira das dores e aflições o nevoeiro caia novamente sobre esta manhã de 9 de novembro.
Até Castelo Branco, molhou mesmo o kispo. Pedra da Légua e a seguir registei umas fotos, onde foi notório ver os caudais das ribeiras e charcas já bem compostos.
Eis o Inverno a chegar.
Pela hora certa, na cidade capital da Beira, o dia, aqui sim já afastava o nevoeiro e neblina, dando lugar a uma das tais manhãs.
Um belo começo de dia, conciliando a paixão pela Natureza, com o prazer de andar numa das minhas companheiras.
Este fim de semana, há mais, e se tudo correr como planeado acompanharei até ao monte da Gardunha a malta de Castelo Branco em mais uma invejável aventura ligando a cidade de Castelo Branco, à cidade da Guarda.(boa sorte).
sem travões...com algum mooofffoo à mistura...
aquele de sempre...
Pinto Infante

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

2012, o azeite da Raia é de qualidade...

8.
Sim.
8.
8 são os anos que A.C.I.N. vale a pena ver, rever, e participar num evento que me dá um especial prazer percorrer, pois estes são cá da Beira, e provam como se faz a coisa em qualidade e quantidade.
Se bem me recordo, é daqueles que nunca lá faltei.
No mês de julho se mais depressa abrissem as incrições, mais depressa as fechavam. Porquê?!
Um evento que em conversas de café, é daqueles que toda a malta anseia em participar. O curioso destas coisas é que chega o dia, e tudo acaba tão rápido.
A vontade de voltar e repetir fica sempre. Quanto a mim, os 95 brevemente irão ser feitos, mas com a minha calma e sem travões habitual.
Mas nestes dias, o tempo conta, e meus amigos abram alas para o Pinto...
A receita para tamanho sucesso, é humilde, simpática e simples. No pote, juntam uns trilhos que por ali existem, anexam o vasto e riquíssimo património que a raia possui, espaços culturais a apimentar a coisa, e como que uma cereja em cima do bolo se trate regam de azeite(a rota)QB para se conseguir chegar ao fim e comentar o que toda a malta comenta:
A.C.I.N. vale a pena.
Como a armada do serviço estaria quase toda presente, resolvemos encontrarnos nos subúrbios da feira, local habitual de concentração.
Uns para a maratona propriamente dita, outros para a meia. Cada um ao seu ritmo, e após o Rui fazer uma sessão de boas vindas aos 800 participantes, demos inicio a esta belíssima manhã de btt.
No local de partida houve ainda lugar para avistar o pelotão de malta, que neste domingo jogávamos em casa(na Beira entenda-se).
Podemos dizer que a saida igual à do ano passado, e para a cobrinha, ou cobrona esticar servia para a malta alongar os músculos e quando demos por ela tínhamos a albufeira Marechal Carmona pela frente. Ora uma pitada aqui, outra acolá deitámos um pouco de azeite, e deixem-me dizer que estes singles em Proença a Velha são qualquer coisa de fabulosos. O Sr.º Presidente da Junta de Freguesia regalado a ver a caravana passar. Em fevereiro lá estaremos Sr.º Francisco.
A organização, brindou-nos com mais uma pitada de trilhos para mim novos que antecederam Medelim, local este para o 1º abastecimento, o dito sólido. As empadas, que bem souberam. Meia sandoxa e uma peça de fruta serviram para compor o vazio que já levava.
No arranque, as pernas estavam teimosas, mas com o desenrolar começaram a compor-se, provavelmente com a magnífica paisagem que este ano foi ao inverso de 2011. Comigo circulava um companheiro que vibrava com o sopé da aldeia de Monsanto.
Admita-se bonita. 
Uma zona como estas, muito bonita e rica em património só tem que se explorar bredinhas(coisa que esta malta bem sabe fazer).

Cruzámos um passeio pedestre a seguir às lages de Monsanto onde a alegria de ver a malta passar foi notória.
Idanha a Velha, vislumbrava-se bem lá do alto. Neste domingo era dia de casqueiro. À hora de minha passagem, ainda se encontrava pouca gente, mas mesmo assim, os que por lá se divertiam apoiaram a nossa passagem e paragem, pois aqui encontrava-se mais um abastecimento bem composto.
Jogando à defesa, passei nas passadouras que caracterizam esta terra.
Nem sinais de água tem este lugar.
Água viria a seguir.
Pouca diga-se.
Uma barragem algo triste mas bonita, pois a paisagem com água é sempre agradável. Pelos terrenos do Boom festival, demos entrada no único ponto negativo, não por culpa da organização.
Se o mote destas coisas é o contacto com a Natureza e ambientes agradáveis, o que dizer quem por ali passa!!!
Uniram-se dois dos ponto menos bons. Este passadiço, e aqueles que provavelmente proclamam ar livre e respirável.
7, contei só 7 câmaras de ar no chão. Pena não rebentem nas mãos dos energumes que as lá deixam.
A organização limpa, não há problema
Último abastecimento, e a seguir perdi o conto ao lixo deixado pela malta.
Por amor a Deus. Isto não se faz!!!
Respeitem as organizações, porque ninguém é criado de ninguém!!!
Ups
Faltava esfolar o rabo!!!
Aquela subida, foi a penantes porque as pernas já se sentiam.
Cinquenta e nove kms e poucos metros, numa manhã percorrida num clima maravilhoso, onde tive o prazer de desfrutar mais uma vez de trilhos e paisagens da minha zona e Beira.
Para terminar este meu post, dou os parabéns a esta organização, porque A.C.I.N. prova-se porque razão as coisas acontecem...
...sem travões...a subir...
Pinto Infante

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

o dia da confraria pasteleira na Lardosa

Filme feito e cedido gentilmente pelo Diamantino:
As voltas do Pinto Infante foi o titulo por mim escolhido para há uns anos atrás  intitular este meu cantinho, escrevendo neste assunto de internet, coisas em que partilhasse as minhas voltinhas de bicicleta, a pé ou mesmo de motorizada.
A base, se os meus amigos repararem é toda a mesma. Paixão pela Natureza, confraternização, gosto de coisas antigas e considerar amigos que comigo respeitem estes passatempos que nos rodeiam em que uns mais afoitos que outros, tanto consideramos.
No caso concreto venho falar hoje, em muito mais do que um simples passeio de bicicletas ou mesmo coisa que o valhe, que neste dia 6 de outubro se passou na Lardosa.
Quem me conhece, sabe que tudo tenho feito para colocar a aldeia da Lardosa, no calendário da amizade e confraria. Quando me refiro a confraria, é só por achar que se adapta perfeitamente aos objetivos desta maluqueira, e nada mais.
No postinho de hoje, e deste ano relativo às pasteleiras, tenho a certeza como dizia, isto não ser só um simples passeio de bicicleta.
Carrega e vê fotos gentilmente cedidas pelo Franco:
A matricula. Este ano para mim, a melhor recordação.
Considero e sinto cada vez mais este evento ser uma festa em que a bicicleta é razão e motivo que traz à Lardosa gentes muito bonitas, querendo, e quem vem pela primeira vez fazer deste dia vivido com alegria e com sentimento que diria único. Explico único, porque a opinião de quem nos tem visitado, é de apontar no calendário  ano após ano regressar à Lardosa.
Carrega na foto, para desfrutares das fotos gentilmente cedidas pelo Fernando:

A reliquia. Já cá esteve mais vezes, e é digna de registo
O ar é agradável, e respira-se alegria nestas gentes que cada vez mais e bem, capricham nas vestimentas recordando assim a verdadeira época da bicicleta.
Ora se desde 2006 até 2011 este sentimento tem sido absorvido, 2012 e com toda a conjuntura apresentada pelas entidades superiores deste País,  o Povo deixou neste dias 5/6 e 7 de outubro a tristeza supultada por umas horas e veio até à Lardosa divertir-se cada um à sua maneira.
Confesso que não esperava tamanha moldura humana em consequência da tal crise, mas enganei-me, e ainda bem.
VOCÊS SÃO FABULOSOS
Carrega em cima da fotos e desfrutas fotos gentilmente cedidas pelo Pires
Neste dia e à semelhança dos anos transatos existiram momentos de ternura, amor, carinho, alegria e muita entre ajuda entre os participantes.
Com as fotos que escolhi neste post tento mostrar isso mesmo, destacando os momentos fantásticos.
Um exemplo maravilhoso e bonito do Alexandre e do Jorge Nunes auxiliando o Júlio sem travões a descer para a aldeia do Vale da Torre. O Alexandre transportando as suas crias no atrelado segurou a pasteleira do Júlio, e o Jorge segurou o atrelado das miudas. Um momento registado pelo Pires.
Fantástico.
Carrega e desfruta das fotos gentilmente cedidas  pelo Moreno:

PAI babado. Eis outro momento alto do dia. A minha cria mais velha dedicando uma salva de palmas ao Pai(eu baboso), organizador desta maluqueira.
Ano após ano, temos recebido malta de todas as classes etárias, sendo que a juventude gosta de participar cada vez mais. Lindo.
O recinto da feira, pelas 8 da manhã começou a encher-se de juventude, mais velhos e o colorido desta massa humana embelezava e de que maneira o largo que parece ser pequeno para a VOSSA grandeza.
Tinha dito que este ano o café de borras no forno comunitário, iriamos prová-lo acompanhado dum bolinho acabado de fazer. Assim foi. Satisfazendo um dos objetivos deste meu evento, a promoção do património da Beira Baixa.
Carrega na foto para desfrutares das fotos gentilmente cedidas pelo Cristóvão:
Os premiados. Lindo par de jarras...
Melhor caracterização masculina, o Cristóvão.
Melhor caracterização feminina, a Aida.
No forno comunitário, desafiei uns amigos para escolherem os/as mais bem caracterizadas/os.
Juri:
O Jorge de Castelo Branco, o Chico de Alcains e o Pedro de Lisboa.
Voltinha da praxe, transmitindo alegria aos moradores da Lardosa, que este ano de 2012 batemos o recorde de participantes da casa(bem vindos).
A caminho do Vale da Torre a malta ia passeando invadindo a estrada, cheio de côr de outros tempos, onde o São Pedro participou também na festa brindando a malta com um dia magnífico.
Ora se o património na Lardosa foi divulgado, tinha prometido ao Sr.º Manuel(tesoureiro da Junta da Lardosa, e residente no Vale da Torre), irmos promover e mostrar à malta o forno comunitário desta aldeia.
Branquinho fresquinho, croquetes, pasteis. Enfim à boa maneira do Vale da Torre.
100 metros depois, o recheio...
Palavras...
Seguia-se aquilo que este ano apelidei de apoteose. Brindar as nossas pasteleiras com contacto direto com a terra, vagueando ao som do trim trim, trak trak até ao monte das areias, seguidamente apeadeiro da Soalheira.
Carrega na foto para veres fotos Pinto Infante:
Com quedas à mistura, agrupei a malta para as autoridades nos conduzirem em pelotão até ao interior desta Vila. Jamais a malta desta terra tinha visto tantas juntas.
 A subida para o último beberete do dia, foi violenta, mas tinhamos que a encarar. Cá atráz um incidente do dia.
Um carro que se encontrava parado no sentido contrário ao nosso, destravou-se e valeu a valentia de homens e mulheres que participavam neste passeio para o segurar.
Santa Águeda(Marateca). Aquele esplendor. Trilho até lá propicio para a prática desta modalidade. Vista para a albufeira e também para a nova criação de avestruzes.
Reagrupamento à entrada da Lardosa, retirando a Nacional 18 do roteiro, e pela hora de almoço o pelotão dava entrada na feira do feijão frade, onde a feira a esta hora já estava muito bem composta, à semelhança de todos os dias.
A vontade. Carlos Lozoya transportando a sua cria na pasteleira, que pelo 2º ano participa na confraria, adormece. Brutal....
Incondicional. Uma palavra de apreço à minha familia, que todos eles e ela com força e alegria particpam, e mais importante ainda dão-me apoio para levar por diante todos estes projetos.
 Almoçarada com o feijão frade de cara verde, acompanhada da bela sardinha, convívio e confraternização, com apimentado musical a cargo dos bombos do Barco.
Assim se passou mais um dia, repito em que na minha opinião não foi um simples passeio de bicicleta. Um hino à amizade e às pessoas que partilham comigo este dia sempre a recordar.
Para 2013 a proposta é grande, mas começo já  a prepará-lo, porque VOCÊS merecem.
Bem hajam a todos/as
Carrega aqui para veres mais reportagem em btthal:
Brevemente mais fotos e filmes
Aquele de sempre....
Pinto Infante

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O pedestre com o feijão de 2012

Carrega aqui: fotos gentilmente cedidas por Luis Franco:
A feira do feijão frade da Lardosa, no distrito e concelho de Castelo Branco, vem sendo um certame que de ano para ano consegue ultrapassar aquilo a quem os mais entendidos ou não chamam de crise.
Com gentes lindas e simpáticas maioritariamente da Beira Baixa, sacode este problema, e tenta escoar um produto que desde há uns tempos, 7 anos atrás, esquecido e algo adormecido por estas bandas.
O feijão frade, o de qualidade.
o de cara verde
Com os politicos à mistura, este povo tem feito um pouco de tudo para escoar este leguminoso  que faz as delicias de muitas mesas.
Como politico não sou, resta-me defender e dar a cara com a minha assinatura em defesa  da minha Beira Baixa, com a realização de uns eventos desportivos. Passeio de Pasteleiras/bicicletas antigas, e um Passeio Pedestre.
Neste certame há uns anos atrás,  apresentei a proposta à Junta timoneira destas lides, e através de um passeio pedestre, inovador ano após ano, circular em trilhos onde todo o público presente tenha contacto direto com o feijão e terras onde se faz a sementeira.
Para 2012, e com um trunfo invejável para qualquer um, a passagem pelo esplendor da barragem de Santa Águeda(Marateca) foi obrigação, permitindo a estas gentes visitá-la bem de pertinho.
Ora se este espelho é um trunfo, porque não iniciar a caminhada de 2012, degustando outro trunfo como o café da avó acompanhado de um biscoito acabadinho de fazer!?
No forno comunitário, património local da Lardosa, foi então servido o pequeno almoço. São Sebastião, e bairro do tanque vinham a seguir, e depois a barragem. Belo postal. Este ano o espelho foi observado por enormes bichos que decorarm esta paisagem. Uma criação de avestruzes, fez o regalo das vistas desta simpática massa humana.
Bem hajam a todos eles e elas pela VOSSA presença.
Carrega aqui e vê fotos Pinto Infante
Ladeando a água deste lago, cruzámos o caminho dos moleiros invadindo assim terrenos em que os pertences são do povo da vizinha Soalheira.
Como tradicionalmente, e ao meio de trilho proposto estava a carrinha recheada de material que servem sempre para tapar os buraquitos que a malta gosta e saboreia.
Toca a marchar, porque neste dia 7 de outubro, as temperaturas e como previsto, rondavam os 29º. Verão diria eu!!!
O São Pedro, um dos padroeiros desta feira faz questão e bem de nos brindar com dias magníficos. Ainda bem...
E por falar em calor. Ao km 10 estava o Sr.º presidente da junta de freguesia com um geladinho que assentou que nem mágnum.
A chegada à Lardosa fez-se pela fonte coberta, e logo a seguir ao som alegre e divertido a habitual sessão de alongamentos e um pouco de ginástica ritmica alegra sempre a malta que comigo participa nesta manhã de desporto.
Mais uma vez bem haja a todos/as presentes.
2013, começa a ser preparado....
Aquele de sempre...
Pinto, o Infante