Nelson Araújo, a propósito duma figura politica;
...vale mais ser recordado pelo mal, do que ser esquecido...
autor Adolf Hitler
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Sr.º João Gaspar, proprietário do café "ideal"
...em 7 minutos, tá tudo pronto!!!
...estes foram acabadinhos de fazer instantaneamente...
...volte lá a tribáscula...
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Pinto Infante
...o Miguel e o Nunes são daqueles de proporcionalidade inversa:
a subir, é de talega, e descer é de avózinha...
Há muito tempo que sou um fã incondicional da Natureza. A descoberta de novas aventuras na companhia da rapaziada que partilha comigo esta paixão tem feito aos poucos que se procurem novos rumos em terras e terrenos que o nosso pequeno mas simpático Portugal possui.
A malta de Castelo Branco já elaborou algumas bem à minha maneira, mas nunca participei. Ora sob batuta do AC ou sob a batuta do AQ têm feito coisas muito bonitas, procurando algo diferente de maratonas/passeios, com a tradicional fita orientadora, em que a única coisa em comum, é a bicicleta.
Vê aqui fotos do Simões:
Neste domingo, foi a minha vez de ir ver, tentar e absorver o espitrito da malta Albicastrense.
A serra da Estrela, por motivos de força maior não é bem a minha paixão, visto ter que tirar as mãos do travão vezes sem conta, mas outro piscar de olhos me fez este monte. Ver, sentir as cores do outono através das árvores de folha caduca que em certa altura duvidei se estaria em Portugal!!!
Meu companheiro destas andanças desde a ligação de Lisboa à Lardosa, o Simões tinha dito presente há muito. O resto da malta, aceitaram o desafio e apareceram naturalmente. O Nunes, o Jorge, o Nuno, o Miguel, o Araújo.
A aventura lançada para este domingo era a seguinte. Através do trilho gentilmente cedido pelo Fidalgo( made in AQ) levar os carros e bikes até Manteigas e deixar que a Natureza fizesse o resto.
Simples.
Alterámos a data, algumas vezes, e mesmo para este domingo a coisa estava negra. Algo apreensivos em consequência do tempo. Em permanente contacto com colega de profissão de Manteigas, e atualizando os sites de metereologia, o dia para domingo mostrava-se agradável.
Simples, mas coisas em que tudo o que tente caracterizar a tamanha beleza vista e observada, é pouco.
O Jorge Oliveira, como combinado, veio ter comigo à Lardosa à 7 da manhã. O resto do pessoal vinha a seguir.
Arrear as bikes em Manteigas, e pelas 8 e tal demos inicio à linda aventura deste domingo.
Já com o sol a brilhar nos céus de Manteigas, apercebiamo-nos que o dia ia ser de feição para a coisa.
Fotos Pinto Infante
Exatamente o que procurávamos.
Manteigas, ponte do rio Zêzere observámos o seu caudal que percorre os trilhos seu pertence pela serra abaixo. Aqui, o Jorge apercebe-se de algo esquisito na sua bike!!! O retentor da suspensão da frente começava a saltar. Como é possivel acontecer uma coisa destas tão esquisita!!! Conseguiu colocá-lo no sitio, mas daqui para a frente sem suspensão.
Seguimos então em direcção ao poço do Inferno onde em subida o outono tratava de nos brindar com postais, e que postais.
Vê aqui fotos do Miguel:
Fotos e mais fotos. As vistas davam vontade de não sair dali. Pela primeira vez deparei-me a circular no alto, observando paisagens dignas das Américas, nunca vistas...
A circulação nesta zona, é algo dificil pois debaixo da folhagem dos castanheiros o piso é de empedrado solto. Aqui, o Nunes e o Simões, de forma gratuita, "encheram" as mochilas de castanhas.
Vislumbrávamos Sameiro lá bem do alto. Um horizonte magnífico. A progressão no terreno era para uma semana carregada de água, muito boa. As únicas vezes que se sentiam os efeitos da chuva foi quando baixavamos um pouco a altitude, o terreno ficava logo empapado.
Depois destas magníficas vistas, passámos por cima da pista de neve artificial, e iniciavamos a descida até ao Vale da Amoreira. Fomos ao café "Ideal".
Aqui, o Jorge aborrecido e algo durido nos braços, em consequência da suspensão e agora gripe, achou por bem abandonar a malta. Regressou a Manteigas por estrada. O grupo triste, continuou, pois tinha o monte mor desta aventura pela frente.
Nesta subida progressiva encontrámos algumas paredes com 10/15% de inclinação, mas tudo se fez, observando neste lado o que os incêndios têm feito, ao consumir uma boa parte do pinhal existente. A parte menos bonita do percurso, ladeado de um "monstro" que teimava em chamar-me até ao alto.
Ao subirmos o barulho das águas que lá em baixo vão enchendo as ribeiras e rios é deveras lindo. Ribeiras, barrocas e charcos lá bem no alto desta serra bem colorida.
Passamos a casa do guarda, triste e abandonada e na descida dos Casais do Folgosinho, calhou me a mim efectuar paragem obrigatório com o pneu traseiro rasgado.
O piso é propício a este tipo de imprevistos. O Araújo em vão tentou encher com gás, coisa que não resultaria em virtude de perder o liquido todo pelo buraco de rasgo do pneu.
Com este imprevisto, começava a pensar no Jorge, que tinha ido ao banho mais cedo, e "coitado" teve que levar uma "seca".
Colocada uma câmara, cruzámos a capela da N/Sr.ª da Acedasse, em direcção ao Covão da Ponte, onde aqui foi o único lugarejo que podemos observar a vida animal própriamente dita deste lugar da Beira e que caracteriza esta zona. Cabras, ovelhas e até os cães, estes amistosos e simpáticos.
A serra da Estrela.

No alto das Penhas Douradas, Vale de Covo e regalamos as vistas já com Vale Glaciar e Manteigas lá no horizonte, fotos atrás de fotos, a pior asneira do dia viria a ocupar lugar nesta mágnífica aventura.Enfim...
O Quelhas tinha-me dito que seria uma das partes mais bonitas de percorrer.
A rota das faias.
Ao arrancármos em asfalto por engano os orientadores do GPS meteram os pés!!!
Eu e o Araújo sem mais pormenores, nem eu nem ele olhámos para o GPS, e quando demos por ela estávamos do lado oposto ao trilho....
Porra!!!
O Nuno já tinha descido umas centenas de metros não querendo virar atrás!!!!
Foi então que o resto do pessoal decidimos seguir, mas com um frio na espinha de raiva e tristeza ao ver o brutal caminho embebido nas faias amarela e laranjas por onde deveríamos circular!!!
Foi muito bonito descer até Manteigas por este trilho que serpentei o montanha até Manteigas, mas....Mas o outro ficou enraivecido no canto do olho!!!
Confesso que as cores alanranjadas e amarelas fazendo lembrar o fogo, misturadas com as penas e cores naturais dos flamingos, nesta pérola da serra da Estrela foi para mim um motivo que justificou e de maneira esta deslocação ao maciço Central...
Com Manteigas a beijar os pneus das bikes, lá estava o "desgraçado" do Jorge , dentro da carrinha. Jorge a ti só te posso desejar rápidas e boas melhoras...
Banho rápido e no café "ideal" lá estavam os peixes reis acompanhados de um tintol feito pelo Sr.º João servido com humildade de gentes que gostam de beber um copo com a malta que por ali passa...
A sobremesa foi um queijinho da serra acompanhado de doce de marmelada.
Espetáculo...
Vê aqui fotos do Araújo:
Nesta altura do ano, é sem dúvida alguma uma pérola no interior visitar esta zona, em que todas as palavras bonitas e adjetivos que se escrevam, não conseguem ilustrar o tamanho monstro de beleza da serra da Estrela...
Àqueles que me acompanharam, muito bem haja pela companhia, e se partilharem o meu sentimento, quando é a proxima!!!???
Agradecimentos pelas dicas, conselhos e trilho ao Agnelo Quelhas e ao Abilio Fidalgo.
...sem travões...a subir claro...
Aquele de sempre...
Pinto Infante














