No ano 2011, nova aposta em outra vertente do BTT. Orientado por GPS, 56 Kms fizeram com que colocasse mais um evento com a minha assinatura por estas bandas da Lardosa.
Com uma resposta muito agradável de quem participou em 2011, e depois de ver que não coincide com nenhum evento da Beira, apresento a data da realização do 2º Passeio de BTT com orientação por GPS, com organização:
"as voltas do Pinto Infante".
13 de Maio de 2012
Vão estando atentos aos pormenores, sendo que um dado é certo.
Limite de inscritos, 100 bttistas.
Pinto Infante
Desde 2007, que partilho com alguns companheiros do pedal uma volta domingueira como outra qualquer no último Domingo de cada ano aqui pelas bandas da Lardosa.
Tudo começou com um intercâmbio entre a minha pessoa, e uns colegas Alentejanos, estes da cidade de Portalegre.
É verdade que já lá vão uns anos, mas na altura, desafiei alguns companheiros do pedal de Alcains, os quais aceitaram, e num belo fim de semana fomos desfrutar dos trilhos Alentejanos via Portalegre, barragem da Apartadura, Portagem e Marvão. Como o tempo passa...
Como a amizade vai ficando e a distância embora separe um pouco as pessoas, há momentos que nos opomos, e um destes Domingos, por sinal o último desde 2007, anda cá se queres partilhar uma voltinha das voltas do Pinto Infante.
A receita é simples. Um "pelotão" com guia(relembrando passeios à antiga), uns banhos(a sempre colaboradora Junta de Freguesia da Lardosa),um restaurante(de preferência com bacalhau, tava a ver que a Tróika não permitia), convidar alguns amigos(em número à capacidade do restaurante), e bora lá...
2011, não vai ser excepção.
Esta 6ª Feira, com tempo de folga e a jogar já na Beira, fui fazer o reconhecimento do baú. Aquando da organização do passeio orientado por GPS em Maio, deixei alguns por visitar e partilhar com a malta, pois a quilómetragem seria duramente ultrapassada.
Lá estavam eles. Direitinhos, com a diferença da sua cor. Verdes, muito verdinhos para os podermos desfrutar dia 18 de Dezembro.
Ora se uns já os conhecia, desta vez e como já não tenho muito tempo para a sua preparação, pedi ao meu amigo Tomás, quase pioneiro desta confraternização que colaborasse comigo na elaboração deste trilho, visto irmos invadir a sua zona natural .
Vamos ver o que isto dá, sendo certo que a única coisa que me interessa, e nesta altura do ano, é que seja um Domingo cheio de confraternização e amizade e que a malta desfrute juntamente com a bicicleta prazer de um Domingo bem passado.
Se me propus traçar um objectivo para testar a minha resistência e vontade da coisa, ligando a cidade de Lisboa, capital de Portugal, à aldeia da Lardosa numa bicicleta todo o terreno em quatro etapas, meus amigos, neste dia 3 de Dezembro para mim deixou de ser objectivo para passar a ser um facto. Consegui. Com a 4ª etapa na calha, a ligação da cidade de Santarém à cidade de Abrantes envolvia uma quilómetragem a roçar os 100 Kms, semelhante um pouco às outras 3 ligações.
Das 4 etapas previstas, esta 4ª e a 1ª decorriam muitos dos quilómetros feitos em plancies e vales em que na minha e penso que na memória do meu colega e companheiro Simões vão ficar com certeza. Em cerca de 180 Kms, apercebi-me da verdadeira bravura de um Tejo que ao enervar-se devora e invade o quotidiano das gentes que por ali moram e tentam fazer da agricultura o seu ganha pão.
No vale de Santarém, lugarejo este que o São Pedro nesta aventura quis connosco partilhar, esquecendo a chuva e, brindando-nos com dias em que o agradecimento é pouco, para abrilhantar tamanha beleza da Natureza que por nós passou.
Mais uma vez, o pouca terra, fez parte desta ligação. Fomos até Abrantes, deixando o carro na estação, embarcando então no comboio com saída na cidade de Santarém. Cidade de Santarém não, porque da estação à cidade ainda são 7€ de táxi, isto se for tarifa diurna...eh eh...
Fotos Pinto;
Como no Sábado antecedente tinhamos rachado com o frio, desta vez de pernitos fizemos um manguito ao frio. 9 da manhã, tudo pronto e já com o cafézinho da manhã no bucho, iniciávamos a derradeira etapa.
Sol, temperatura de 10º, saimos com trilho no GPS direccionados à aldeia do Reguengo do Alviela. O interesse era vermos e testemunharmos aquilo que se fala e vê nos media. A invasão das águas do Tejo. A agricultura por aqui é rainha. Sua magestade, a planicie é algo de soberbo que se observa por aqui. Couves, tomates, melões e vinha. Produções à escala mundial, e acreditem, a perder de vista.
Não podiamos ter calhado com melhores dias para isto. O sol brilhava nas águas das charcas, rios e ribeiros para fazer parte das imensas fotos que tirámos. Lindo.
Se na ligação Lisboa a Santrém a lama foi inimiga, nesta etapa nunca como tal...
Vale de Figueira, Pombalinho, Reguengo do Alviela, Mato Miranda, terras que observavam a passagem de dois saltimbancos das bikes.
No meio das planícies, a lama ia fazendo das suas. Diría esquisita uma terra riquíssima para estes terrenos, mas inimiga para as bikes. Caso esta tirada estivesse agendada para 8 dias atrás, tinhamos que introduzir algumas alterações.
Agarrava-se teimosamente às rodas fazendo com que as bikes pesassem o dobro, mesmo a tal ponto de bloquear as rodas. Um obstáculo dificil de transpor.Nunca visto.
Riachos viria a seguir.
Qaundo circulávamos calmamente nestes terrenos, um caçador tentando a sua sorte, com o fiel companheiro, o seu cão, cruzou-se connosco, tudo bem até aqui; o seu traiçoeiro cão, curiosamente não ladrou veio em minha direcção e fez questão de experimentar o sabor do carbono. Não percebeu muito bem a linguagem do outro!!!
Refeitos do susto, Riachos, além de ser o lugar escolhido para o pão caseiro que levávamos às costas, foi também a partir daqui que começámos a rolar com mais rapidez.
Um dos pontos altos desta etapa, foi a passagem pelo parque Natural do Boquilobo. Já ouvira falar, mas que nunca tinha tido oportunidade de visitar. Vida animal, flora e fauna são trunfos intocáveis que enriquecem esta zona dos Riachos/Entroncamento.
Não sei se foi a aproximação à cidade do Entroncamento, mais conhecida pela terra dos "fenómenos", mas um forte vento se levantou, tornando desagradável circular.
Com trilho no GPS a passar por outro parque natural, este bem conhecido por mim, o parque do Bonito no Entroncamento poi palco de uma desagradável surpresa. Obras, tudo vedado e a beleza deixámos de a poder ver, e que originou uma grande alteração ao trilho, fazendo com isto uma demora adicional.
Aproximava-se para mim um dos muitos momentos marcantes deste dia. A passagem por Tancos, constituia algo de interesse adicional, uma vez que passei 8 meses ao serviço da Nação, cumprindo o serviço militar obrigatório. Através de single track muito bonito, vislumbrávamos o Castelo de Almourol, onde o rio Tejo beija as suas muralhas. Se memórias tinha, neste dia foi vez de as recordar. Tentámos visitar o complexo da Engenharia, mas nos dias de hoje, os portões substituem os antigos sentinelas, sendo que só um se encontra na cancela principal....tudo acaba...
Constância, aquela terra que baptizaram com o nome da amante do rei, segundo reza a história. também ela beijada pelas águas de um Tejo que aos poucos se ia despedindo de nós.
A despedida, começava a cheirar este dia...
A barreira dos 80 kms era ultrapassada, e através dos campos outrora plantados com milho e trigo, começávamos a avistar a cidade onde iria terminar o dia de hoje.
Abrantes.
A noite começava a cair, quando num erro incrível da minha parte(onde é que já ouvi erro???!!!), ateimei que tínhamos chegado a Abrantes, e o Simões alertou-me que o carro não tinha ficado em Alferrarede, mas sim em Abrantes...Duas vezes seguidas, e sempre no fim das etapas erro desta maneira...(só me apeteceu chamar "Zé Manel" a mim mesmo!!!)...
Lavar bikes que bem mereciam e dar por terminada a 2ª etapa, que se transformou na 4ª e última.
Objectivo concretizado. Ligação na modalidade BTT entre a capital de um país comandado por uma tal de Tróika, a cidade de Lisboa, e uma aldeia da Beira, Lardosa, com gentes que como eu sofre na "pele" as vicissitudes da actualidade.
380 Kms percorridos, duas 6ªs Feiras, dois Sábados.
Foi bom chegar à cidade de Abrantes e absorver um sentimento de dever cumprido, mais ainda agora que a Beira Baixa já me faz companhia todos os dias novamente.
Uma desafio com o cunho de "as voltas do Pinto Infante", e que o meu companheiro de luta fez questão de abraçar e comigo partilhar esta aventura.
Fotos do Simões:
Amanhã, dia 3 de Dezembro vamos acabar a ligação de um sonho em que o objectivo era ligar em BTT a cidade de Lisboa à aldeia de Lardosa.
A última Santarém/Abrantes
Pinto Infante
Impressionante esta rifa que nos saiu neste dia 26 de Novembro de 2011.
A 3ªetapa aguardava-a com alguma ansiedade e de certa forma algum receio naquilo que íamos encontrar, pois muitos dos trilhos para este dia tinham sido feitos ao acaso e com algum trabalho de pesquisa via net, sem saber muito bem o que nos esperava, sabendo que a beleza não ia faltar.
Aproveitando o olhos de orientação do veterano Cabaço com a ida a N/Sr.ª de Fátima, versão 2009(obrigado Cabaço pelo trilho disponibizado), introduzi muitas alterações que nos guiasse nesta 3ª etapa que ligava Abrantes, a Vila Velha de Rodão.
Como de costume nesta odisseia, o pouca terra, pouca terra tem feito parte integrante.
Pelas 6 da manhã, apanhei o Simões em Castelo Branco e fomos até Vila Velha, que rossonava a esta hora do dia aquele cheiro que bem caracteriza. Frio, muito frio. 6 graus positivos a esta hora. De vila Velha a Abrantes eramos poucos dentro dum comboio que teima em justificar o grande investimento feito há bem pouco tempo. Mas isso é conversa de ourives...
Em Abrantes, sáimos por volta das 7H45. Bela hora para preparar tudo, e darmos inicio a uma ligação que nos consumiu 95 Kms e umas horas em cima dela. Valeu a pena.
Com um frio de rachar, os 6 graus não eram suficientes para nos gelar, repito gelar os dedos das mãos e ponta do nariz. Para agravar mais a coisa, um nevoeiro que não se enjarva muito ao longe, mas que por outro lado deu ao início desta etapa momentos únicos e beleza muito bonitos. Circulando sempre em mato, fazendo algumas ligações por asfalto, passámos em terras que em outros tempos ligavam a Beira a Lisboa, entenda-se a outras partes do País.
O nevoeiro aos poucos ia dando lugar a um sol maravilhoso que nos aqueceu a alma, dando mesmo para tirar o casaco. A hora da bucha perto da barragem de Belver ia chegando, sugerindo eu ao Simões para atravessarmos a dita sobre o paredão. A famosa tasca da lampreia ficava do lado oposto ao nosso caminho, mas o recordar e passar em locais bonitos como este foi a razão mais que suficiente para alí comermos uma sandes acompanhada de uma MINE.
Coincidência ou não, durante estas etapas eu e o Simões temos visto, participado ou mesmo ouvido coisas bem engraçadas, que ora aqui, ora acolá dão a este bocadinho que cá passámos aso para com alegria as desfrutar. Caso disso, foi quando aproveitávamos esta pausa, ir perguntando a quem estava neste café, um homem com ar sisudo, uma senhora simpática, e a dona do café, onde a sua preocupação maior foi entregar-nos a "tasca", pois o almoço era mais importante.
De prosa connosco, achei por bem perguntar a este homem que tudo dizia sem se rir, se conhecia o caminho pedestre que ia dar ao Alamal?!
Ao homem perguntei, a mulher respondeu:
-conheço, e vocês vão bem sim Srº;
-e é bonito?!;
-muito bonito, respondeu a Srª;
Achei esquisito, pois o sisudo homem a quem eu perguntara, para nós olhou com o ar que o caracterizava!!!
Até que respondeu: .."quero ver se arranjo tempo, mas é para lá não ir"...
Uma risada completa da nossa parte...seria tão dificil fazer este percurso?!
Ficámos algo apreensivos com estas palavras, mas a vontade que tinha em lá ir era mais forte.
Mal sabiamos o que nos esperava...
Vamos lá então:
Verdadeira maravilha onde iriamos circular. Confesso que é de facto uma coisa fora do normal.
Desta vez, a 4ª etapa da ligação a que me propus fazer ligando Lisboa à Lardosa, deu lugar à 2ªetapa destes 4 raids nesta 6ª Feira 18 de Novembro.
Este salto da 2ª etapa para 4ª prendeu-se com a disponibilidade do Simões que comigo quer partilhar esta aventura, e como temos que as fazer tanto dá fazê-la agora como deixa-la para último.
Com tudo certo, pedi ao Nunes(a quem agradeço a colaboração), para nos ir por a Vila Velha de Ródão logo pelas 8H30.
Frente a um cruzamento de Vila Velha demos início aos 97 Kms que nos separavam até à Lardosa. O sentimento para este dia, esse era o de jogarmos em casa.
Chegámos a esta terra que nos tempos de outrora realizava sob a batuta do meu amigo António Pequito um passeio intitulado "os trilhos da açafa", e que com muita pena minha deixou de pertencer aos passeios da Beira que já abraçava na zona uma qualidade muito boa, associado a uma excelente moldura humana.
Delineei para este 2ª(4ªetapa) saída de Ródão com passagem pela Atalaia via barragem do Açafal. Sabia de antemão, que ao escolher este trilho, seria mais duro para mim, pois a subida era directa em vez de circular este monte.
Pois, mas isto de fazer trilhos no google tem que se lhe diga. A subida, foi em meia hora. Muito bom, para um trepador como eu. Por volta das 10H30´ já estávamos no alto, observando ao longe a fumaças dos cigarros das chaminés de Ródão.
Com mais um dia de graça ao São Pedro por nos brindar mais uma etapa com um dia soberbo para a coisa. Com o diálogo de roupa suja fomos galgando kms, e a aproximação à padaria dos Amarelos, humilde aldeia da Beira, que o pessoal amante das duas rodas bem conhece aproximava-se a passos rápidos. Não fazia parte do trilho, mas porque negar uma bela empadinha?!
Não é que precissássemos de alimento, pois a autonomia a isso obriga, mas não conseguimos resistir. Que bem que soube...
Depois deste desvio do trilho e a jogar em terrenos da nossa magestade(entenda-se a nossa Beira), umas fotos e mais um desvio para registar. Azinheira. A terra de ninguém, mas que já registou a sua história, e hoje até se encontrava um homem à azeitona nos arredores que nasceu e cresceu na companhia de 7 irmãos segundo nos confidenciou nos poucos minutos que mantivemos de prosa com ele.
Depois, sobre caminhos algo ensopados de lama e água fruto da chuva que tem caído, lá seguimos para o objectivo. Chegar à Lardosa.
A temperatura ao passar o meio dia começava a baixar um pouco, e a camisola sabia bem. Cerca das 2 horas da tarde, invadiamos Castelo Branco, onde aproveitámos para reforçar o estômago, pois 44 kms ainda nos faltavam para a Lardosa.
Apesar de circularmos em terrenos bem conhecidos, tentei incluir algo de novo para que a chegada não se tornasse monótona.
O Simões, companheiro desta parvoeira, começava a dar sinais de fraquesa e frio....
Tontaria...Estas aventuras dão para tudo..
Pedalar, prazer,desfrutar e soltar um pouco a criança que existe em todos nós.
Alcains, minha terra Natal fazia obviamente parte desta passagem. Santa Apolónia, padroeira das dores, e Fonte Maria Rodrigues, são património lindo(mas desprotegido)que observaram a passagem dos transeuntes como nós neste dia 18 de Novembro.
Depois, bem depois chegava com naturalidade a Lardosa. Terra esta traçada para o objectivo final desta odisseia. Belo sentimento, o de chegar com mais uma missão cumprida, e sem nenhum precalço.77 Kms esta ligação Vila Velha de Ródão a Lardosa.
Missão cumprida.
Se calhar até escrevia, sem comentários...
Só acreditei, porque fui eu...
Depois do objectivo cumprido, bebemos uma MINE na Lardosa, fiz companhia ao Simões até Castelo Branco, aqui já por estrada, perfazendo um total de quilómetragem de 97 Kms.
Ao ligarmos um acesso, passámos num trilho e....Como este nunca me tinha acontecido...
Na Lardosa, à chegada furei...
Tudo se resolveu, mas como este, não se vêem muitos..
Se o São Pedro colaborar como até hoje nos tem ajudado, dia 26 de Novembro ligaremos Abrantes a Vila Velha de Ródão, um trilho que aguardo com alguma ansiedade, pois é de uma beleza incomum.
Ao Nunes mais uma vez obrigado pela colaboração, e ao Simões mais uma vez bem haja pela companhia.
As fotos de hoje foram conseguidas por mim e pelo Simões.
Uma aventura algo fora das minhas dimensões que pensei fazer desde Lisboa até à Lardosa. Pensei em atirar a deixa, dividindo os 311 Kms que separam estas duas zonas do País em 4 etapas.
A primeira tinha que ser feita nesta altura em virtude dos trilhos por onde se passa serem bafejados por abundantes zonas de água, lama e baixios do rio Tejo. Exemplos disso, é o lugarejo do Reguengo de Alviela. Mas já lá vamos.
O dia lançado era dia 11 de Novembro. Ah e tal, greve dos comboios, São Martinho...Alterei para dia 10 de Novembro, permitindo desta forma através das modernices observar a metereologia, algo que me preocupava. Grande amigo o São Pedro, padroeiro a quem tanto pedi que me brindasse com um dia de sol, pelo menos sem chuva...Obrigado.
Até à meia noite de 4ª Feira em permanente contacto com os sites, apontavam todos eles para um dia de sol. Vou não, não vou...eis a questão????!!!
Vou??? E se fosse, vamos???!!!
Pois, estou a esquecer. Uma atitude LOUVÁVEL, do meu amigo e colega Simões, a quem dedico esta 1ª etapa.
Eu vinha sózinho, ou acompanhado. Mas, com companhia é sempre melhor.
Dizia eu que até à meia noite tudo esteve em dúvida. Decisão final.
Morra quem se negue.
..."Desistir, faz parte dos fracos"...
E claro, dos fracos não reza a história...
Noite de serviço, e por volta das 6 da manhã, observava muito, mas mesmo muito nevoeiro.
Por detrás deste manto de nevoeiro era possível ver que o azul de São Pedro chamava dois companheiros do pedal. Loucos?! Possivelmente...
Louco e companheiro foi o Simões, que foi às 6 da manhã ter comigo da Castelo Branco a Lisboa de comboio, e na gare do Oriente demos então inicio a esta odisseia.
Confesso, tinha tanta vontade de a fazer, como abortar esta etapa. Mas, se não fosse desta, quando a faria em virtude das águas do Alviela???
A saída foi por volta das 10 da manhã do Oriente. O Simões, pelas placas do caminho dos peregrinos até N/Sr.ª Fátima ia olhando. Eu no meu GPS ia Km após Km observando se iamos bem.
O caminho seguido, já pelo Micaelo e João Valente(BTThal) tinham-no feito. Boas orientações o Micaelo me deu. No dia antes ligou me também o Pedro, natural da Lardosa, e residente em Cascais, que lendo a minha aventura me deu mais algumas dicas, visto já ter feito este percurso. Sempre bom receber de amigos conselhos e dicas, reforços para estas aventuras.
Deveras obrigado.
Logo na saída, a cacimba molhava o corta vento, mas logo após um Km foi-se, e foi-se de vez, dando lugar a um dia mágnifico dia de sol. Esse que tanto pedi para esta etapa...
Passagem pelo rio Trancão, e a 1ª pedra no caminho era encontrada. Furo para o Simões, e a chegada da lama, e que lama!!! Diria uma pista de gêlo. Chato, aborrecido, desgastante, mas com calma e pensamento possitivo lá demos conta do recado. Decorriam 9 Kms. Disto estavávamos nós à espera, mas nem a andar nos segurávamos direitos nesta chata lama.
Granja/Apriate/Póvoa Santa Iria/Alverca do Ribatejo/Alhandra, e aqui Alhandra dava entrada a uma magestosa ciclovia junto ao rio Tejo de se lhe tirar o chapéu, que nos conduziria a Vila Franca de Xira.
Foi aqui que me lembrei daquela foto que o João Valente(BTthal) tentou a todo o custo rabejar o imponente animal!!!Quanto a mim, à segunda tentativa, levei sopa de corno...eh eh
Ainda me lembrei de o chamar, mas...onde andavas João???!!
Em Xira decidimos almoçar, porque não é a bicicleta que nos alimenta...
Póvos/Vila Nova da Rainha, e a seguir entrariamos na zona da Lezíria onde as paisagens com o sol e tempo de feição davam lugar a fotos, fotos e mais fotos...
O lugar que para mim mereceu mais destaque desta etapa chegara. Reguengo do Alviela. E ainda não atravessámos nesta etapa a sua verdadeira essência...
BRUTAL. LINDO.
Toda esta planicie a perder de vista era para mim a cereja em cima do bolo.
Vala do Carregado/Valada. Terra esta que na TV as gentes de quando em vez se vêem contentes com as cheias.
Neste dia, percebi neste dia porquê!!!
Gentes que são resguardadas por um imponente muro que as protege das raivas do rio Tejo. Ao todo são22 Kms de muro que separam as povoações do Tejo. Esse que quando bebe água a mais debita nestas gentes
água que até os cães a bebem de pé!!!...
Este muro dá lugar também a um circuito pedestre, acreditem de rara beleza em tempos primaveris.
(pormenor da foto, Simões de perfil na sombra da água)
A partir daqui 15 kms nos separavam do objectivo principal. Chegar a Santarém.
..."nas Omnias, há a Associação dos TRICOFAITES"...
Vale de Santarém, estação do caminho de ferro onde o pouca terra nos traria às 17H10 para o lar, doce lar...
O Simões fez questão de efectuar a subida até Santarém para degustarmos um "big big mac o quê???!!!
Drive in nem funciona, porque o sensor não acusa a bike, mas que veio, veio...
Pronto, concluida a etapa que mais me preocupava, tempo agora para marcar data para a 2ª etapa, sendo que estas já se podem realizar fins de semana.
Resta-me agradecer a companhia do Simões, que comigo quis partilhar esta e as próximas aventuras.
Quanto a mim adorei fazer esta tirada, a 1ª de quatro, agradecendo ao São Pedro pelo magnífico dia de BTT que nos proporcionou.
Um abraço de amizade ao Micaelo, Pedro Monteiro.
92Kms, objectivo cumprido.
Próxima etapa, Santarém/Abrantes com passagem no verdadeiro Alviela/Golegã e Abrantes é logo ali...
Quando Simões?!
Sem travões...
O de sempre....
Pinto, o Infante