sábado, 26 de novembro de 2011

3ª etapa, Abrantes/Vila Velha de Rodão

Impressionante esta rifa que nos saiu neste dia 26 de Novembro de 2011.
A 3ªetapa aguardava-a com  alguma ansiedade e de certa forma algum receio naquilo que íamos encontrar, pois muitos dos trilhos para este dia tinham sido feitos ao acaso e com algum trabalho de pesquisa via net, sem saber muito bem o que nos esperava, sabendo que a beleza não ia faltar.
Aproveitando o olhos de orientação do veterano Cabaço com a ida a N/Sr.ª de Fátima, versão 2009(obrigado Cabaço pelo trilho disponibizado), introduzi muitas alterações que nos guiasse nesta 3ª etapa que ligava Abrantes, a Vila Velha de Rodão.

Como de costume nesta odisseia, o pouca terra, pouca terra tem feito parte integrante.
Pelas 6 da manhã, apanhei o Simões em Castelo Branco e fomos até Vila Velha, que rossonava a esta hora do dia aquele cheiro que bem caracteriza. Frio, muito frio. 6 graus positivos a esta hora. De vila Velha a Abrantes eramos poucos dentro dum comboio que teima em justificar o grande investimento feito há bem pouco tempo. Mas isso é conversa de ourives...
Em Abrantes, sáimos por volta das 7H45. Bela hora para preparar tudo, e darmos inicio a uma ligação que nos consumiu 95 Kms e umas horas em cima dela. Valeu a pena.
Com um frio de rachar, os 6 graus não eram suficientes para nos gelar, repito gelar os dedos das mãos e ponta do nariz. Para agravar mais a coisa, um nevoeiro que não se enjarva muito ao longe, mas que por outro lado deu ao início desta etapa momentos únicos e beleza muito bonitos. Circulando sempre em mato, fazendo algumas ligações por asfalto, passámos em terras que em outros tempos ligavam a Beira a Lisboa, entenda-se a outras partes do País.
O nevoeiro aos poucos ia dando lugar a um sol maravilhoso que nos aqueceu a alma, dando mesmo  para tirar o casaco. A hora da bucha perto da barragem de Belver ia chegando, sugerindo eu ao Simões para atravessarmos a dita sobre o paredão. A famosa tasca da lampreia ficava do lado oposto ao nosso caminho, mas o recordar e passar em locais bonitos como este foi a razão mais que suficiente para alí comermos uma sandes acompanhada de uma MINE.

Coincidência ou não, durante estas etapas eu e o Simões temos visto, participado ou mesmo ouvido coisas bem engraçadas, que ora aqui, ora acolá dão a este bocadinho que cá passámos aso para com alegria as desfrutar. Caso disso, foi quando aproveitávamos esta pausa, ir perguntando a quem estava neste café, um homem com ar sisudo, uma senhora simpática, e a dona do café, onde a sua preocupação maior foi entregar-nos a "tasca", pois o almoço era mais importante.
De prosa connosco, achei por bem perguntar a este homem que tudo dizia sem se rir, se conhecia o caminho pedestre que ia dar ao Alamal?!
Ao homem perguntei, a mulher respondeu:
-conheço, e vocês vão bem sim Srº;
-e é bonito?!;
-muito bonito, respondeu a Srª;
Achei esquisito, pois o sisudo homem a quem eu perguntara,  para nós olhou com o ar que o caracterizava!!!
Até que respondeu:
.."quero ver se arranjo tempo, mas é para lá não ir"...
Uma risada completa da nossa parte...seria tão dificil fazer este percurso?!
Ficámos algo apreensivos com estas palavras, mas a vontade que tinha em lá ir era mais forte.
Mal sabiamos o que nos esperava...
Vamos lá então:
Verdadeira maravilha onde iriamos circular. Confesso que é de facto uma coisa fora do normal.

Fotos do Simões.

Minhas fotos.

Aconselho, indico e até eu hei-de lá ir, mas...
É dos sitios mais fantásticos que já vi, não só pela bike, mas por toda a envolvência.
Tejo, singles arrepiantes, trilhos com muita mão de obra, e um circuito pedestre muito, mas mesmo muito bonito. Algo que só mesmo a sua beleza levou a que eu alterasse o trilho o fizessemos por aqui.
Sugiro a quem pense fazê-lo de bike, pense bem, pois vai demorar uns bons minutos a fazê-lo. Para pedestre, tem que ter boa preparação.
Se tamanha beleza, que para mim nunca vi, tamanho perigo a acompanhava. Como que quase de um sonho se tratasse, estas 4 etapas nem que fosse sózinho,  fazia-as, mas esta, sózinho seria um suicídio.
Sugiro deveras uma visita a quem como eu é amante da Natureza, uma visita a este sitio, que possui tanto de belo como de perigoso. Apreciem as fotos conseguidas por mim, e pelo Simões. A máquina, não apetecia tirar o dedo de registar estes momentos que desfrutámos nestes 5 kms de distãncia percorridos em quase duas horas. Verdade que perdemos muito tempo neste trilho, mas valeu a pena ir ver porque razão aquele sisudo," ia ver se não tinha tempo para lá ir"
...maravilhoso...
O perigo está sempre presente. Sempre à espreita. Tudo escorrega.Tudo embala. Tudo nos absorve quando andámos em cima de um Tejo que tudo aclama, inclusivé a nossa vontade de lá andar...
"E eu a vê-lo passar
Pelo Tejo, o Ribatejo
Manda saudades ao mar"
Joana Amendoeira
Este trilho, vai com certeza ficar na minha memória
Chegámos ao fim deste trilho em direcção ao Gavião.
O Simões e eu devido ao socalcos deste trilho, andámos muitos metros à mão, num sobe e desce, causando sem sentir, maselas nos músculos que embora não se sentisse na altura, viríamos a paga-las mais tarde...
Sentimento de perigo passado, respirar fundo e siga a viagem.
Andar até Arez, onde nova paragem fazia falta, pois andamos sempre a bom ritmo. Comer, pois esperava-nos algumas subidas a Norte de Vila Velha, local escolhido para o fim da etapa de hoje, esta a 3ª.
Monte Claro, Velada, Monte Pardo. Terras que viam passar dois "doidos" que se fizeram à estrada, vulgo mato, e que ao sabor do prazer por aí vão passando por aí...
Observámos o Arneiro ao longe, porque a subida foi em asfalto. Asfalto em virtude da hora. Tonha e queria ir passar pelo local por onde não passei nos últimos trilhos da açafa.
Aqui, nesta subida as maselas e cansaço das pernas de andar a pé num sobe e desce vinham agora a ressentir-se...
Ao passarmos Santana, meti os pés pelas mãos. Por muito que tentasse o trilho, o caminho não estava no local  certo.
Como se não bastasse fui(a minha bike foi), num corta fogo com uma descida horrivel, tapete...
O frio, tal qual como começámos, caía com o lusco fusco. Vila Velha de Ródão invadia-nos o olhar sob uma paisagem com o seu postal em pano de fundo.
As Portas de Ródão estava aos nossos pés. Descemos então até à ponte que atravessa o rio Tejo, é a carrinha lá estava junto da estação do pouca terra...
Mais uma etapa conseguida, com 95 Kms, 1680 de acumulado.
Simões aquela parte final não estava no programa, tanto engano seguido...
Como diz o outro:
...há aí cada Zé Manel!!!...
4ª e última etapa, está agendada para o próximo Sábado, levando comigo se tudo correr bem, úm sentimento muito bom:
A melhor coisa que Lisboa tem, é a placa que diz, Lardosa.
Agora, segue-se a derradeira etapa que liga Santárém a Abrantes. No esplendor do Vale do Tejo iremos terminar aquilo a que me propus fazer. Se tudo correr como previsto, dia 3 de Dezembro haverá champagnhe em Abrantes.

Já agora, parabéns ao fado(e a todos os fadistas), pois o meu idolo Alfredo Marceneiro já é Património Mundial da Humanidade, juntamente com o meu fado de eleição. ´
"povo que lavas no rio"... de Amália Rodrigues.
Aquele de sempre...
Pinto, o Infante

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

2ªetapa,Vila Velha de Rodão/Lardosa

Desta vez, a 4ª etapa da ligação a que me propus fazer ligando Lisboa à Lardosa, deu lugar à 2ªetapa destes 4 raids nesta 6ª Feira 18 de Novembro.
Este salto da 2ª etapa para 4ª prendeu-se com a disponibilidade do Simões que comigo quer partilhar esta aventura, e como temos que as fazer tanto dá fazê-la agora como deixa-la para último.
Com tudo certo,  pedi ao Nunes(a quem agradeço a colaboração), para nos ir por a Vila Velha de Ródão logo pelas 8H30.
Frente a um cruzamento de Vila Velha demos início aos 97 Kms que nos separavam até à Lardosa. O sentimento para este dia, esse era o de jogarmos em casa.

Chegámos a esta terra que nos tempos de outrora realizava sob a batuta do meu amigo António Pequito um passeio intitulado "os trilhos da açafa", e que com muita pena minha deixou de pertencer aos passeios da Beira que já abraçava na zona uma qualidade muito boa, associado a uma excelente moldura humana.
Delineei para este 2ª(4ªetapa) saída de Ródão com passagem pela Atalaia via barragem do Açafal. Sabia de antemão, que ao escolher este trilho, seria mais duro para mim, pois a subida era directa em vez de circular este monte.


Pois, mas isto de fazer trilhos no google tem que se lhe diga. A subida, foi em meia hora. Muito bom, para um trepador como eu. Por volta das 10H30´ já estávamos no alto, observando ao longe a fumaças dos cigarros das chaminés de Ródão.
Com mais um dia de graça ao São Pedro por nos brindar mais uma etapa com um dia soberbo para a coisa. Com o diálogo de roupa suja fomos galgando kms, e a aproximação à padaria dos Amarelos, humilde aldeia da Beira, que o pessoal amante das duas rodas bem conhece aproximava-se a passos rápidos. Não fazia parte do trilho, mas porque negar uma bela empadinha?!

Não é que precissássemos de alimento, pois a autonomia a isso obriga, mas não conseguimos resistir. Que bem que soube...
Depois deste desvio do trilho e a jogar em terrenos da nossa magestade(entenda-se a nossa Beira), umas fotos e mais um desvio para registar. Azinheira. A terra de ninguém, mas que já registou a sua história,  e hoje até se encontrava um homem à azeitona nos arredores que nasceu e cresceu na companhia de 7 irmãos segundo nos confidenciou nos poucos minutos que mantivemos de prosa com ele.
 

Depois, sobre caminhos algo ensopados de lama e água fruto da chuva que tem caído, lá seguimos para o objectivo. Chegar à Lardosa.


A temperatura ao passar o meio dia começava a baixar um pouco, e a camisola sabia bem. Cerca das 2 horas da tarde, invadiamos Castelo Branco, onde aproveitámos para reforçar o estômago, pois 44 kms ainda nos faltavam para a Lardosa.
Apesar de circularmos em terrenos bem conhecidos, tentei incluir algo de novo para que a chegada não se tornasse monótona.
O Simões, companheiro desta parvoeira, começava a dar sinais de fraquesa e frio....
Tontaria...Estas aventuras dão para tudo..
Pedalar, prazer,desfrutar e soltar um pouco a criança que existe em todos nós.
Alcains, minha terra Natal fazia obviamente parte desta passagem. Santa Apolónia, padroeira das dores, e Fonte Maria Rodrigues, são património lindo(mas desprotegido)que observaram a passagem dos transeuntes como nós neste dia 18 de Novembro.
Depois, bem depois chegava com naturalidade a Lardosa. Terra esta traçada para o objectivo final desta odisseia. Belo sentimento, o de chegar com mais uma missão cumprida, e sem nenhum precalço.77 Kms esta ligação Vila Velha de Ródão a Lardosa.
Missão cumprida.
Se calhar até escrevia, sem comentários...
Só acreditei, porque fui eu...
Depois do objectivo cumprido, bebemos uma MINE na Lardosa, fiz companhia ao Simões até Castelo Branco, aqui já por estrada, perfazendo um total de quilómetragem de 97 Kms.
Ao ligarmos um acesso, passámos num trilho e....Como este nunca me tinha acontecido...
Na Lardosa, à chegada furei...
Tudo se resolveu, mas como este, não se vêem muitos..
Se o São Pedro colaborar como até hoje nos tem ajudado, dia 26 de Novembro ligaremos Abrantes a Vila Velha de Ródão, um trilho que aguardo com alguma ansiedade, pois é de uma beleza incomum.
Ao Nunes mais uma vez obrigado pela colaboração, e ao Simões mais uma vez bem haja pela companhia.
As fotos de hoje foram conseguidas por mim e pelo Simões.
Aquele de sempre...
Pinto, o Infante

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

...Lisboa/Santarém, aquela 1ª etapa...

Uma aventura algo fora das minhas dimensões que pensei fazer desde Lisboa até à Lardosa. Pensei em atirar a deixa, dividindo os 311 Kms que separam estas duas zonas do País em 4 etapas.
A primeira tinha que ser feita nesta altura em virtude dos trilhos por onde se passa serem bafejados por abundantes zonas de água, lama e baixios do rio Tejo. Exemplos disso, é o lugarejo do Reguengo de Alviela. Mas já lá vamos.
O dia lançado era dia 11 de Novembro. Ah e tal, greve dos comboios, São Martinho...Alterei para dia 10 de Novembro, permitindo desta forma através das modernices observar a metereologia, algo que me preocupava. Grande amigo o São Pedro, padroeiro a quem tanto pedi que me brindasse com um dia de sol, pelo menos sem chuva...Obrigado.
Até à meia noite de 4ª Feira em permanente contacto com os sites, apontavam todos eles para um dia de sol. Vou não, não vou...eis a questão????!!!
Vou??? E se fosse, vamos???!!!
Pois, estou a esquecer. Uma atitude LOUVÁVEL, do meu amigo e colega Simões, a quem dedico esta 1ª etapa.
Eu vinha sózinho, ou acompanhado. Mas, com companhia é sempre melhor.
Dizia eu que até à meia noite tudo esteve em dúvida. Decisão final.
Morra quem se negue.
..."Desistir, faz parte dos fracos"...
E claro, dos fracos não reza a história...
Noite de serviço, e por volta das 6 da manhã, observava muito, mas mesmo muito nevoeiro.
Por detrás deste manto de nevoeiro era possível ver que o azul de São Pedro chamava dois companheiros do pedal. Loucos?! Possivelmente...
Louco e companheiro foi o Simões, que foi às 6 da manhã ter comigo da Castelo Branco a Lisboa de comboio, e na gare do Oriente demos então inicio a esta odisseia.
Confesso, tinha tanta vontade de a fazer, como abortar esta etapa. Mas, se não fosse desta, quando a faria em virtude das águas do Alviela???
A saída foi por volta das 10 da manhã do Oriente. O Simões, pelas placas do caminho dos peregrinos até N/Sr.ª Fátima ia olhando. Eu no meu GPS ia Km após Km observando se iamos bem.
O caminho seguido, já pelo Micaelo e João Valente(BTThal) tinham-no feito. Boas orientações o Micaelo me deu. No dia antes ligou me também o Pedro, natural da Lardosa, e residente em Cascais, que lendo a minha aventura me deu mais algumas dicas, visto já ter feito este percurso. Sempre bom receber de amigos conselhos e dicas, reforços para estas aventuras.
Deveras obrigado.
Logo na saída, a cacimba molhava o corta vento, mas logo após um Km foi-se, e foi-se de vez, dando lugar a um dia mágnifico dia de sol. Esse que tanto pedi para esta etapa...
Passagem pelo rio Trancão, e a 1ª pedra no caminho era encontrada. Furo para o Simões, e a chegada da lama, e que lama!!! Diria uma pista de gêlo. Chato, aborrecido, desgastante, mas com calma e pensamento possitivo lá demos conta do recado. Decorriam 9 Kms. Disto estavávamos nós à espera, mas nem a andar nos segurávamos direitos nesta chata lama.
Granja/Apriate/Póvoa Santa Iria/Alverca do Ribatejo/Alhandra, e aqui Alhandra dava entrada a uma magestosa ciclovia junto ao rio Tejo de se lhe tirar o chapéu, que nos conduziria a Vila Franca de Xira.
Foi aqui que me lembrei daquela foto que o João Valente(BTthal) tentou a todo o custo rabejar o imponente animal!!!Quanto a mim, à segunda tentativa, levei sopa de corno...eh eh
Ainda me lembrei de o chamar, mas...onde andavas João???!!
Em Xira decidimos almoçar, porque não é a bicicleta que nos alimenta...
Póvos/Vila Nova da Rainha, e a seguir entrariamos na zona da Lezíria onde as paisagens com o sol e tempo de feição davam lugar a fotos, fotos e mais fotos...
O lugar que para mim mereceu mais destaque desta etapa chegara. Reguengo do Alviela. E ainda não atravessámos nesta etapa a sua verdadeira essência...
BRUTAL. LINDO.
Toda esta planicie a perder de vista era para mim a cereja em cima do bolo.
Vala do Carregado/Valada. Terra esta que na TV as gentes de quando em vez se vêem contentes com as cheias.
Neste dia,  percebi neste dia porquê!!!
Gentes que são resguardadas por um imponente muro que as protege das raivas do rio Tejo. Ao todo são22 Kms de muro que separam as povoações do Tejo. Esse que quando bebe água a mais debita nestas gentes
água que até os cães a bebem de pé!!!...
Este muro dá lugar também a um circuito pedestre, acreditem de rara beleza em tempos primaveris.
(pormenor da foto, Simões de perfil na sombra da água)
A partir daqui 15 kms nos separavam do objectivo principal. Chegar a Santarém.
 



































..."nas Omnias, há a Associação dos TRICOFAITES"...
Vale de Santarém, estação do caminho de ferro onde o pouca terra nos traria às 17H10 para o lar, doce lar...
O Simões fez questão de efectuar a subida até Santarém para degustarmos um "big big mac o quê???!!!
Drive in nem funciona, porque o sensor não acusa a bike, mas que veio, veio...
Pronto, concluida a etapa que mais me preocupava, tempo agora para marcar data para a 2ª etapa, sendo que estas já se podem realizar fins de semana.
Resta-me agradecer a companhia do Simões, que comigo quis partilhar esta e as próximas aventuras.
Quanto a mim adorei fazer esta tirada, a 1ª de quatro, agradecendo ao São Pedro pelo magnífico dia de BTT que nos proporcionou.

Um abraço de amizade ao Micaelo, Pedro Monteiro.
92Kms, objectivo cumprido.
Próxima etapa, Santarém/Abrantes com passagem no verdadeiro Alviela/Golegã e Abrantes é logo ali...
Quando Simões?!
Sem travões...
O de sempre....
Pinto, o Infante

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

...a 1ª, já cá canta, e com 92Kms no bucho...

Foi uma coisa a sério, e mesmo como representa a foto.
Até já...
Obrigado São Pedro.
Pinto Infante

domingo, 30 de outubro de 2011

o lado oculto dos Trilhos da Raia

Há coisas na vida que não é preciso parecê-lo. É preciso sê-lo.
Esta malta da A.C.I.N. na sua maneira mais humilde  de o ser, não o diz a ninguém, mas prova-o no terreno que é das melhores Associações que por aí há, no que diz respeito à organização de grandes eventos ligados à bicicleta.
Por várias vezes atribuo louvores a esta malta, mas quem merece tem que se louvar.
Como tinha dito, esta 6ª Feira veio mesmo de feição e na companhia do Simões fui fazer aquilo que não fiz dia 16 de Outubro.
Os Trilhos da Raia, versão 2011
Era para o fazer sózinho, mas na véspera o Simões ligou, e comigo foi desfrutar mais uma vez(para ele) estes trilhos, que diga-se a bom tom, soberbos.
Iniciámos os trilhos em Proença a Velha, visto ter feito de Idanha a Nova até esta aldeia. O pó neste dia ficou em casa, dando lugar a uma qualidade dos trilhos ainda maior. Com uma temperatura a rondar a excelência, fomos desfrutando km após km a qualidade e diversidade dos trilhos. Esta zona da Beira possui em minha opinião um património cultural riquíssimo, mas repito, tem que se mostrar no terreno.
A.C.I.N. , o património pode estar, mas esta malta absorve tudo o que é coisa, e com mestria mostra a quem participa o que há de bonito por aqui.
Esta foto representa a dança das agudias(insectos)
Neste dia, a minha digital acompanhava-me, pois a vista dos trilhos seria com visão diferente do dia 16. A registar ora aqui ora acolá, os momentos que me mereceram melhor ângulo.
Monsanto, aquela aldeia que não apetece de lá sair. É magnífica. Singles introduzidos antes da chegada a Monsanto com a respectiva assinatura A.C.I.N.  
A paz, o sossego invade as gentes que por ali passam. Uma terapia que gosto muito de sentir ao circular pelos campos onde o silêncio é rei.
Barulho?! Só mesmo o do chilrear dos passarinhos, e dos nossos pneus a deslizar sob um terreno excelente para a prática deste desporto que tanto gosto.
Préviamente avisado pelo Rui Tapadas, a aproximação a Idanha a Velha era feita com uma armada perigosa no caminho. Travões???!!!
Pois, a fundo.
O Simões em conversa, confessou ver coisas neste dia, que dia 16 de Outubro nem se apercebeu. Este é o espirito necessário para estas incursões.
Em Idanha a Velha tomámos o gosto a uma saborosa Mine.
Barragem Marechal Carmona. Singles, muitos singles trabalhados à enchada. Esta malta, e não me canso de o repetir prova por que é que chegou a este patamar de qualidade.
Na Beira Baixa,  comparava muito dois execelentes eventos, e que para tristeza minha um deles já acabou. Identico a estes trilhos/Associação, só mesmo os "Trilhos da Açafa" .
Malta que A.C.I.N. aproveita tudo, mas mesmo tudo ao pormenor para dar beleza à nossa Beira, concretamente à terra onde organizam eventos. E quando se trata de mostrar algo de novo, não se rogam a esforços, agarram nas enchadas e nesses fins de semana que antecedem o evento, toca a trabalhar. Muitos parabéns.
Chegámos com 72 Kms no GPS a Proença a Velha cerca das 15H30 com um sentimento de prazer, e com uma certeza:
A.C.I.N. vale a pena participar em eventos.
De registo, um pormenor:
72 Kms percorridos, nem uma fita nas árvores.
Esta foto dedico-a em especial ao Simões.
Sugestão do Pinto Infante:
..."Quando circularem nos trilhos e se deparem com um portão que tenha cadeado com corrente, antes de saltarem confirmem se o cadeado é só para vista"...
E mais não digo...
Simões, obrigado pela companhia, neste dia repleto de bons trilhos.
A.C.I.N., posso inscrever-me para 2012???!!!
Parabéns.
Aproxima-se a 1ª tirada:
Lisboa/Santarém
Pinto Infante

terça-feira, 25 de outubro de 2011

6ª Feira,se não chover, há RAIA na Idanha-a-Nova

16 de Outubro foi o dia em que se realizou quanto a mim, o melhor e mais bem organizado passeio de BTT pelas bandas da Beira Baixa.
Os trilhos da Raia. Foi um passeio btt que envolveu uma moldura humana por excelência(800), e que trouxe uma mais valia para a Beira Baixa.
Este dia 16 de Outubro deixou-me uma certa tristeza porquanto não acabei este passeio, por motivos aqui já comentados.
Esta 6ª Feira, e se o tempo o permitir, vou até Proença a Velha, e na companhia da minha bike e GPS tentar fazer aquilo a que me propus, desta vez a solo e em autonomia total.
Vamos ver como corre este dia, em que a ansiedade é grande.
Pinto Infante.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

óleo VII - 40, viscosidade 2011

Quando 800 escrituras assinam o sim à presença na Beira Baixa em apenas uma, repito uma semana semana...palavras!!!???
Meus amigos não é preciso parecê-lo, é preciso sê-lo.
A.C.I.N., vale a pena...onde é que já vi isto escrito?!
Pode-se pensar que quem como eu, tem e desfruta um pouco do seu tempo dizendo para aqui umas baboseiras nos blogs, só digo bem desta associação, é de facto verdade.
 Pois é, mas pergunto eu:
Que se tente apontar um defeito(digno de não voltar lá mais) a esta rapaziada!!!
Humildade, simpatia, bem receber, capacidade organizativa e se calhar mais alguns adjectivos caracterizam a malta da terra dos "alarves". Idanha-a-Nova.
A Beira. Aquela Beira que teimosamente para alguns resiste aos poderes dos mais audazes na sua desertificação, mas felizmente temos gente capaz de trazer rapaziada de todos os pontos do País.
Portagens?!
Qual portagens, qual gasóleo qual quê!!!
Na Beira é que é bom...
Uma associação que A.C.I.N. desde Julho conseguiu reunir todos os limites e mais alguns, gere a seu belo prazer toda a logistica necessária(e não é pouca),  para dar e brindar a malta que tal como eu gosta de participar nestas andanças.
Para este ano a A.C.I.N., brindou-nos com um elenco de luxo lá na frente(diria convidados não sei).
De refeir Marco Chagas o padrinho desta Raia; Sérgio Paulino(um campeão do ciclismo); Carlos Baltazar(o Beirão), ah claro...e eu eh eh...e mais 800 campeões estavamos lá...

O meu amigo Olegário ofereceu-me esta foto montagem por brincadeira claro...obrigado Olegário.
Quanto ao contrato, como deves calcular não assino por qualquer um..eh eh...Uma questão de números...
Bem, tudo preparado para ser um grande dia de BTT. Grande dia, porque o meu objectivo era participar nos 72 Kms...
A metereologia execelente, moldura humana jamais vista na Raia, boa disposição, e como eu gosto à hora marcada sob a batuta do Sr.º  Vereador da Cultura e Desporto da Idanha-a-Nova, partimos para desfrutarmos dos magníficos trilhos A.C.I.N. propostos por esta associação.
Mas, por vezes no melhor pano cai a nódoa...
O pó, esse alheio à organização foi para mim, e para toda a malta que participou, talvez o maior obstáculo do dia. Uma coisa horrivel provocando ora aqui, ora acolá grandes sustos.
Sustos!!!
Cumprimentando este ou aquele amigo, gosto de sair na frente para evitar engarrafamentos. Com andamentos de saída um pouco acima do meu normal andamento, fui conquistando quilómetro após quilómetro  o trajecto a que eu me tinha mentalizado e inscrito. Os 72 Kms.
Há dois anos que não me incluia neste lote.
2011 seria o ano do regresso. Mas...
Raios parta o pó. Chegava a ser assustador lá na frente entrar em buracos sem saber o que nos esperava, ou se encontrava lá por baixo!!!Atira-te e seja o que Deus quiser...
Quilómetro 15...
Esse maldito quilómetro...
Quando nos aproximamos de Proença a Velha algo acontece. Normal destas coisas, mas é sempre aborrecido...
Apercebo-me duma queda. Reparo que numa curva que antecede a curva da Rota do Azeite, uma nuvem de pó com muita malta do pedal parada.
Uma violenta queda nas rolheiras tinha projetado um colega com a cara ao chão provocando lesões que aparentemente mereciam algum cuidado. Um grupo de companheiros, parados parei também apercebendo-me da gravidade da situação.
Comunicação imediata ao Rui Tapadas para que accionasse a chegada da ambulância ao local. Coisa dificil devido ao terreno, mas que tudo foi feito pela organização socorrer este companheiro do pedal o mais rápido possivel.
Por solideriedade parou o Micaelo, mestre enfermeiro, e uma mais valia nestas coisas, parou também o Nelson Bispo, e em seguida outro colega do Micaelo que no Camelback transportava o necessário para avaliarem melhor a situação de imediato.
Conhecido, este companheiro da Idanha, de seu nome Magro  apanhou neste dia um valente susto...
Coisas que estão sempre à espreita, mas que acontecem quando mnos se esperam ou queiram...
No fim da tarde soubemos que tudo não passou de um valente susto, uns pontinhos e uns belos arranhões e a cervical bem dorida(esta foi sempre a nossa preocupação, pois quando o levantei pela 1ª vez estava combalido).
Incansáveis, o Bispo e Micaelo fizeram comigo companhia a este colega do pedal em dia não. Depois da ambulância chegar e o Magro bem entregue, decidimos dar por terminado e desistir deste tão esperado evento, num dia de manifestação de valores, onde neste caso o factor humano/solideriedade falou mais alto. Ainda chegamos a tempo ao abastecimento onde a Lena da organização simpáticamente nos ofereceu um excelente borrachão.
Hunanimemente decidimos fazer o regresso por alcatrão até Idanha.
Em boa companhia almocei, e o regresso à Lardosa foi mais cedo do que o previsto, mas...passeios há muitos...
Parabéns A.C.I.N.
Ao Magro só posso desejar as melhoras, e melhores dias virão....
Nelson Bispo e Micaelo, a vocês agradeço a grandeza da V/companhia.
Para o ano há mais...
À organização desta Raia, como disse no inicio, 800 escrituras a manifestarem o seu sim, o que vai acontecer em 2012???!!!
as voltas do Pinto Infante, presente
Sem travões...
Pinto Infante