Bem, mas vamos lá relatar um pouco do que foi mais uma aventura dura e pura.
A saída cá da Lardosa, estava agendada para 3ª feira, por volta das nove; Esperei, esperei, mas não apreceu ninguém; À pois, lá fui mais uma vez muito bem acompanhado da minha burra; Conseguimos ser 2, para variar!!! Eu e ela...ah ah....
Destino!?; Procurar trilhos com níveis mais elevados em consequência das fortes chuvas que têm caído por aí. Assim, o objectivo era Subir até à Soalheira, Casal da Serra, descer por uns singles que tenho andado curioso para explorar até à Santa Águeda(Marateca), passar por trilhos à parte de baixo do Ninho do Açôr, Barbaído, Palvarinho e afins.
Foi na subida para o Casal da Serra que apanhei grande "CAGAÇO"!!! Então não é que esta areia caíu mesmo à minha frente????!!! Porra!!! Se me apanha? Resultado das chuvadas que têm caído por aqui.
Sempre o explendor da Santa Águeda...
Bem, depois, foi procurar, e procurar trilhos por onde não tivesse palmeado Km com a minha companheira. Com Ninho do Açôr lá por cima, em direcção ao Barbaído; Diz-se que há por lá um bocado de céu caído, será!!!???
Céu, céu caído não vi, mas um magestoso arco-íris brindou a minha passagem por aquelas bandas; sempre lindo de se observar.
Tal foi o prazer em observar este fenómeno da Natureza, que quando dei por mim só avistava eucaliptos e mais eucaliptos; Mas onde é que eu ando!?
Foi neste momento e pela 1ª vez que me senti mesmo à nora! Trunfo na manga; Foi aqui que a minha mais recente aquisição mostrou o seu valor; O GPS deu um jeitão... Ao ampliar um pouco mais a imagem do mapa, só vi-Almaceda; Diría eu; Não pode ser.
Mata fora, aguenta-te e, ala que que se faz tarde; Ela vem lá; A Lardosa está tão longe!!!
Próxima paragem; Juncal do Campo.
Seguia-se Tinalhas, onde a chuva se juntou a nós dois; A partir daqui passamos a ser 3. Eu Pinto Infante, a minha burra e a chuva; Viva!
Sempre bafejado pela abundância de água por esses campos fora.
No final, mais parecia um Pi(to)nto. Uns 58 Kms muito bons, para quem já não fazia uma tirada nestas condições, e que provavelmente nestes próximos dias me irei dedicar um pouco mais à estrada, claro está na minha outra burra...
Queria convidar os meus amigos a visitarem uma exposição de fotografias de autoria do amigo Luís Dias, que está patente na"Academia de Judo" em Castelo Branco, alusiva às "Pasteleiras" aquando a realização da feira do Feijão Frade na Lardosa, 2008.
Dia 22 de Fevereiro, vou participar na confraternização da rapaziada da ACIN, em "A Rota do Azeite"
Este é o meu primo Diogo;
Dizía-se nos meus tempos:
Bem, é claro que os amigos dele dominam outro tipo de máquina; Deste tipo já havia uma ou duas nos meus tempos; As BMX, lembram-se!!??
Ao olhar para esta juventude, dá gosto ver a vida e alegria destes rapazes; Perigo? Qual perigo!Onde? Tudo parece controlado. Mas primo, cuidada-te porque quando menos se espera estas burras espetam com um gajo no chão em menos de nada!!!
O ar de graça dos amigos...
Quem estava muito estranha com isto tudo era também, era a minha digital, que em nada habituada a estas andanças, sim porque a rapidez era tanta que o dono via-se aflito para apanhar o melhor ângulo!!!
Nã, fica para outro dia, dizia eu. No fim de contas, como que a chamarem-me nomes, e "Ó velhote toma lá então, que este salto é só para ti"



O Bodo de S. Sebastião, na Lardosa, teve a sua origem no século XVIII, por causa da praga de gafanhotos que invadiram as sementeiras e culturas destas gentes da Beira. Por onde passavam, destruiam tudo, e a população uniu-se e fiz promessa; Se eles se ausentassem, passariam a fazer o Bodo ao longo dos anos para que a terra não passase mais pelo mesmo. O Santo mártir fez com que todos os gafanhotos morressem no lugar onde hoje se ergue a capela em honra do S. Sebastião.
Depois de benzidos os coscoréis, e a distribuição é feita a quem aparecer; Começa então o leilão das ofertas; Desde chouriças, farinheiras, queijo, borregos, cabras, enfim tudo o que se queira oferecer serve para ser leiloado e os mordomos angariarem verba para as despesas. O problema é o vinho!!! E que vinho. É que acompanhar todas estas iguarias, sem uma boa pinga não é festa.
Nããã...Quem me a vendeu disse que não sabia a marca, anos também não, mas houve logo os entendidos que agarraram nela e pelos dentes me disseram que tinha feito bom negócio!!!Será que nas próximas edições das minhas voltas apareço com alguma destas máquinas!!!???


Então e o gostinho ao pé!? Levantei - me, com compromissos familiares para tratar, estes sempre em 1º lugar, e em seguida por volta das 9H30´da manhã, já com uma temperatura mais convidativa opus-me aos trilhos.
Assim, e muito bem acompanhado da minha ilustre "burra" fui dar e uma espreitadela à neve que se via lá para os lados da Atalaia. Depois, bem depois começava o espectáculo do dia.
Cambalhotas em cima do gêlo, desviador da frente torto, burros, muitos burros, cavalos mortos, grifos...bem...
Para os mais distraídos...
O engraçado desta volta, foi quando me deparei com uma burro, diría eu Jumento, ou até mesmo Azinino...
Como o diría o outro; ..."e o burro sou eu..."
Enfim...
Terminei a minha agradável volta na Lardosa, onde hoje fiz uma incursão lá para os lados da Atalaia com vistas viradas a S. Miguel-de-Acha, com 53 Kms muito bons, novos trilhos cá para o meu baú, e porque não introduzi-los na próxima edição da "ROTA DOS LAGARTOS".
Na companhia do Zé Luís, gazela cá da Lardosa, juntou-se então a nós outra gazela, que embora em baixo de forma para os seus andamentos normais, lá nos fez companhia; O amigo Rafael.
Diga-se a bom termo que também não é qualquer um que anda a meu lado, mas lá lhe fiz a vontade, e com os meus 88 Kilos fiz questão de O levar por essa estrada fora...
Bem, com o cafézito matinal agendado para as 08H30´ no café mais conhecido da Lardosa, lá nos encontramos; onde vamos Pinto? Interrogava o Zé com o seu ar pujante(como sempre)? "...Serra dizia ele...". Como eu não tenho andado neste animal, sugeri uma volta que já há algum tempo ansiava;
Assim, saída em direcção ao Vale da Torre, Zebras, Orca, Idanha e seguintes até à Monheca; Curvas e pontes onde já não circulava há alguns anos...
Pois até aqui aguentei a pedalada destes jovens!!! Ora à frente, ora a trás lá me levavam na sua roda; Para ser franco já ia enjoado de tanto olhar para a roda destas lebres...uufff...
Chegada então a altura de fazer jus ao meu slogan; Travões???!!! Tira as mãos do travão... a subir pois então...
Dizia-se no antigo, e quem as contou sabe bem, as curvas do Monheca eram 18 até ao cruzamento da Mata. Sim Monheca, aquelas subidas onde outrora se realizou a "Rampa da Monheca"; Ainda lá vi algumas!!! Agora, era a minha vez de puxar pela minha companheira; De 18 curvas passou a 8, melhorias dos tempos actuais(ainda bem!!!). Mas mesmo assim, são 3 Kms de uma excelente subida.
Com esta companhia lá cheguei ao cimo; Cansado, mas bem disposto. Contudo, como o Rafael ficava nos Escalos de Cima, passamos por lá, Alcains, e com esperança de encontrar a rapaziada amiga do BTT, surge então uma triste notícia enquanto saboreavamos um branquinho fresquinho; Houve uma queda com um membro da rapaziada, lá para os lados da Marateca.... Razão pela qual ainda não tinham chegado a Alcains.